28- CORINGA

983 Words

CAPÍTULO 28 CORINGA NARRANDO Passei a noite inteira no plantão. Rodando o morro, dando um pião de um lado pro outro, conferindo tudo, vendo se tava tudo nos conformes. A madrugada foi tranquila, graças a Deus. Sem invasão, sem gracinha, sem surpresa. Mas, como sempre, cansativa pra caralhø. Quando o dia começou a clarear, o céu já puxando aquele tom meio alaranjado, eu tava voltando pra casa. Moto subindo, vento batendo no rosto, cabeça ainda ligada no automático. Mesmo cansado, eu nunca desligava de verdade. Parei na frente de casa, desci da moto e entrei direto. Silêncio, do jeito que eu gosto. Joguei a chave na mesa, tirei a camisa, passei a mão no rosto e fui direto pra cozinha. — Preciso de um café… Liguei a cafeteira, encostei na bancada esperando. O cheiro já começou a sub

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