59- PAGODE

940 Words

CAPÍTULO 59 CORINGA NARRANDO Eu tava na minha sala, lá na boca, sentado na cadeira, batendo o dedo na mesa sem nem perceber, com a abeça longe pra caralhø. Pensando em coisa que nem era pra tá pensando. Foi quando a porta abriu. — Bora pro pagode — Toro falou, já entrando sem cerimônia. Levantei o olhar pra ele. — Hoje tem? — perguntei. — Tem… lá embaixo, como sempre. Fiquei em silêncio por um segundo, pensando. Depois soltei o ar, passando a mão no rosto. — Eu vou. Ele arqueou a sobrancelha. — Ih… até que enfim. Dei um meio sorriso sem humor. — Tô precisando sair um pouco. E era verdade. Minha cabeça tava cheia demais. — Então agiliza — ele falou. — Já já o bagulho começa a encher. Assenti, levantando da cadeira. — Já vou. Saí da sala com ele e fui descendo. — Zé Peque

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