CAPÍTULO 93 CORINGA NARRANDO Deixei a Milena lá no barraco e fiquei uns segundos parado ainda, olhando ela entrar. Porta fechou, mas minha cabeça continuou lá dentro. Na verdade, tava lá na clínica ainda. Naquela tela. Naquele som. Tum… tum… tum… Passei a mão no rosto, puxando o ar. — Já era… — murmurei pra mim mesmo, entrando no carro. Liguei e desci direto pra boca. O movimento tava daquele jeito de sempre. Moto subindo, menor correndo de um lado pro outro, radinho chiando, geral na função. Assim que encostei, já veio uns cumprimentos. — Aí, chefe! — Salve, Coringa! — Suave? — Suave — respondi, descendo. Fui passando, dando aquele cumprimento rápido nos menor, mas minha cabeça nem tava ali direito. Entrei direto pra dentro, indo pra minha sala. Abri a porta. Toro já tava

