NARRAÇÃO DE BELA... Eu me perguntava o que havia acabado de fazer… mas, pensando bem, eu nunca fazia nada. Segui Kaito e a garota que não parava de falar, como se quisesse toda a atenção para si. Kaito, ao contrário, permanecia em silêncio. Caminhava decidido em direção ao fundo da escola, onde havia um terreno baldio e um portão de madeira gasto pelo tempo. Ele o empurrou, deixando apenas um espaço estreito para a nossa saída. A garota tagarela, de mechas roxas, passou primeiro. Kaito continuou segurando a madeira, me encarando. Gesticulou com a cabeça, incentivando-me a sair. Respirei fundo e atravessei. Agora não havia mais volta. Do lado de fora, cerca de nove jovens nos aguardavam. Quatro garotas lançaram olhares claramente incomodados pela minha presença. Havia dois carros — uma

