NARRAÇÃO DE KAITO... Nunca pensei que um dia teria uma crise de pânico tão intensa — e que a única pessoa a me acolher seria o próprio Dom Dawson. Naquela madrugada, depois de ouvir meu pai relatar detalhes do velório, Dom Dawson percebeu meu descontrole. Eu não tinha forças; o quarto parecia ter encolhido. Mesmo entre respirações ofegantes, eu não conseguia sentir oxigênio algum. Ele entrou sem bater. Aproximou-se de mim e, mais uma vez, ajudou-me a conter o desespero. No começo foi difícil — eu não conseguia escutar sua voz —, mas em determinado momento segui suas instruções. Dom Dawson segurava uma bombinha para asma e a colocou em minha mão. — Se acaso se sentir m*l, use isso. Seu olhar era tomado por preocupação. Já não havia raiva por ter descoberto o relacionamento que tenho co

