Emilly Eu dormi por horas. Pela primeira vez em dias, o corpo cedeu. Não por paz, mas por exaustão. A dor me fez apagar. E quando acordei... quando senti aqueles dedinhos me cutucando o rosto com insistência, a realidade ainda parecia um sonho distante. — Mamãe... mamãe... mamãe, acorda... cheguei, mamãe! — a vozinha insistia, e as mãozinhas apertavam minhas bochechas. Abri os olhos devagar, e ali estava ela. Minha filha. Minha Sarah. Sentada ao meu lado na cama, com aquele pijama rosado e os olhos tão vivos que fizeram meu coração disparar. — Sarah... — murmurei, antes que o choro me engolisse. — Sarah, meu Deus, meu amor... minha filha! A abracei com toda a força que meus braços frágeis ainda tinham. O peito doía, mas era uma dor boa. Uma dor de alívio. Ela cheirava a shampoo e lágr

