Noites Mágicas - Paris (Parte 1)

3272 Words
31/12/2015 - 17h "Amores verdadeiros de longe chegaram. No topo do mundo terá sua Rosa lunar.” Alexei Ivanov Para Alexei Ivanov mais um dia no restaurante significava um dia a menos na contagem do momento em que iniciaria seu novo trabalho e com ele, uma nova vida. Ele estava aliviado por Tommy estar se mudando de vez para Paris e assumindo o restaurante de sua família do qual agora ele possuía uma parte da sociedade. Ele suspirou antes de entrar no Ivanov's na noite mais agitada do ano. Alexei estava andando pela recepção apressado em direção a cozinha, sabendo que não importa a hora, sempre teria alguma coisa para fazer lá. Foi na sua passada rápida que por um segundo vislumbrou algo que prendeu sua atenção. Ali, de pé havia uma morena que ele jamais esqueceria. Ela era inconfundível. Mas será possível que fosse ela? Ele observou de longe discretamente enquanto ela conversava com Marie, a recepcionista do restaurante. - Cruz - Falou ela ao solicitarem um nome para identificação da reserva. Alexei sorriu ao finalmente saber seu sobrenome após cinco anos imaginando. Rosa Cruz. Combinava.... Era um nome forte. - Pardon mademoiselle, non há reservas nesse nome - respondeu Marie naturalmente com um forte sotaque francês misturando duas línguas após checar um minuto no computador. Rosa franziu a testa confusa e Alexei adorou ver aquele vinco de confusão se formando em sua testa. Ela era tão linda. Quando a conheceu usava um vestido esvoaçante vermelho, hoje estava usando um vestido rosa curto e leve que dançava ao redor do seu corpo. Alexei m*l conteve seus olhos de passearem dos pés a cabeça da morena. - Tenta Handerson - pediu Rosa e Alexei congelou. Aquele era o sobrenome de Tommy, seria possível que a mulher com quem sonhara todos esse anos fosse a noiva desconhecida que Tommy trouxera para se casar em Paris? O que ele faria se fosse? Deixaria para lá? Sairia do caminho? Tentaria? "Não, eu me lembraria se o nome dela fosse Rosa" pensou para se acalmar e banir os pensamentos que não ajudariam em nada nesse momento. Rosa a sua frente completamente alheia a seu observador misterioso se frustrou mais uma vez ao ter o nome rejeitado. - Denver? - Perguntou ela em uma última tentativa frouxa, mas não parecendo acreditar que aquele nome realmente serviria. Ali estava! Denver! Alexei tinha certeza que esse era o sobrenome da noiva de Tommy e se sentiu imediatamente aliviado. Só lhe restava a confusão perante o questionamento do que Rosa Cruz tinha em comum com Tommy Handerson. Antes mesmo de Marie negar o nome, Rosa pegou seu celular e fez uma ligação. Alexei estava pronto para intervir e abordar a morena quando um toque de celular estridente se fez ouvir na entrada do restaurante. Por ali, ele viu Tommy entrar acompanhado de uma loira que remexia em sua bolsa atrás do aparelho inconveniente. Alexei se refreou e retornou em seu canto discreto querendo ver o desenrolar da cena pensando em como a noiva de Tommy lhe parecia familiar. Assim que se aproximaram Rosa abraçou com carinho a loira e Alexei teve um estalo... Era a mesma garota que levou Rosa para longe na festa. - Não tem reservas nem no meu nome e nem no de vocês - Explicou Rosa e Alexei sorriu já sabendo o por quê da confusão com as reservas. - Relaxa Lininha - falou Tommy com sua usual voz debochada. Alexei viu Rosa comprimir os lábios, ela não gostava nenhum pouco desse apelido. Ele também não gostou, não fazia nenhum sentido, a menos que fosse uma piada interna. Em seguida Tommy se dirigiu para Marie, que já estava acostumada com sua presença ali - Ivanov e convidados, s'il vous plaît - ele instruiu. Oui monsieur Tommy - falou Marie sorrindo e os conduzindo para a entrada do salão principal. Alexei observou os três se afastando já se imaginando seguindo-os quando Marie o avistou e o chamou. - Monsieur Ivanov, temos um problema na cozinha... - Alexei m*l ouviu qual era o problema e já se dirigiu para a porta lateral em direção a cozinha. Infelizmente seu reencontro com sua dama mascarada teria que esperar um pouco. *** Se alguém dissesse a Lina que sua vida mudaria tanto em cinco anos a ponto dela estar jantando em um dos restaurantes mais caros de Paris ela não teria acreditado. Mas lá estava ela. Após aquela noite no barco, Tommy não desistiu de encontrar Tiffy e até usou recurso de reconhecimento facial pelas câmeras do barco para poder descobrir quem era a loira misteriosa com quem teve beijos ardentes. Assim que soube seu nome e onde ela trabalhava ele apareceu no restaurante fazendo Tiffy desmaiar. No fim, tudo se resolveu, eles conversaram e se entenderam. Tommy estava voltando para o exterior, para continuar sua faculdade de gastronomia. Mesmo a distância eles mantiveram contato inicialmente como amigos, mas Tommy era insistente. Vinha sempre para Hoboken ver Tiffany e paquerá-la. Em uma noite chuvosa de agosto de 2011 ele a pediu em namoro e ela sem poder mais negar o sentimento, aceitou. Três anos depois Tommy a pediu em casamento em um jantar romântico, com a aliança dentro de um bolinho que ele fez para surpreender Tiffy que agora era oficialmente uma confeiteira. E tudo isso explicava por que Lina estava passando seu ano novo em Paris, nesse momento ao lado de Tiffy e Tommy. Eles eram tão perfeitinhos um para o outro que até seus nomes combinavam, as vezes isso deixava o estômago de Lina embrulhado. Tommy era sócio de um restaurante na cidade e ele e Tiffy planejavam morar em Paris após o casamento que seria no dia seguinte, ao pôr do sol. Lina por sua vez, sentia-se feliz pela primeira vez há muito tempo. Desde o ano novo de 2010 ela tivera finais de anos menos deprimentes. Havia passado todos eles na companhia de sua amiga e seu namorado esquisito ou então com seu pai na Turquia com todos os familiares turcos que nem sabia que tinha. Para melhorar tudo, seu pai não só tinha o dinheiro que ajudou com as contas do hospital, como também tinha contatos. Como um dia ela desejara ele demonstrou seu amor com ligações, visitas e o principal, ajudou na realização de seu sonho. Seu pai conseguiu para a filha um teste fora de época na companhia de dança American Ballet Theatre localizada em NY e nisso já fazia três anos que Lina era parte do corpo de dança e estava lentamente subindo posições para se tornar a dançarina principal. Mesmo vivendo seu sonho volta e meia ela se pegava pensando em olhos amarelos brilhantes acompanhados por um sotaque russo. Grande parte das coisas que Lina fez nesses últimos anos foram influenciadas pela conversa que compartilharam. Lina começou a ser mais otimista e se permitiu sonhar novamente. Alexei pode ter sido sua fantasia de uma noite, mas lhe deu o que pensar. Pode-se dizer que ele mudou a sua vida. E estando aqui na cidade onde ele supostamente morava era mais difícil ainda não lembrar dele. Algo em Lina torcia para que se esbarrassem na rua ou que ela o encontrasse em um café. Lina se recusava a pensar na quase ínfima chance disso acontecer ou ainda que talvez ele nem morasse mais ali. Que talvez ele tivesse voltado para a Rússia. Enquanto se sentava na mesa do restaurante que Tommy escolhera, Lina tocava em seu amuleto da sorte preso ao seu pescoço nervosamente. Ela estava com aquela sensação estranha de ansiedade desde que pisara os pés naquele lugar. Seu Nazar passeava entre seus dedos trazendo-lhe um pouco de paz. Foi um presente do seu pai, um que para variar não era extravagante mas era o que Lina mais gostava. Ao ganhar o Nazar Lina não fazia ideia do que significava, mas seu pai lhe explicou que era um amuleto conhecido como "olho turco" e se destinava a proteger contra o mau-olhado, sendo muito comum na Turquia. A parte que mais lhe comoveu foi que ele comprou aquilo para sua mãe, mas nunca conseguiu entregar já que ela foi embora. Lina o usava o tempo todo, como se carregasse os dois consigo. Lina olhou admirada ao seu redor. Ela estava em um restaurante adorável com tons de azul. Era chique mas não ao ponto de fazê-la se sentir desconfortável. Ela já não era mais a garota que se intimidou pela opulência no barco anos atrás. Agora, depois de presenciar as festas que seu pai dava, Lina estava acostumada com aquilo. Uma conversa entre ela, Tommy e Tiffy fluiu, focada principalmente no casamento que ocorreria dali há poucas horas. Os pais de Tiffy chegariam pela manhã e era responsabilidade de Lina acomodá-los da melhor maneira possível e evitar que se matassem. Eles finalmente pediram o divórcio e não foi nada amigável. Lina se deliciava com cada prato que era posto em sua frente, encantada com o gosto de tudo. Algumas coisas lhe pareciam um pedaço do céu na boca. Foi quando o prato principal chegou que a confusão aconteceu. Lina estava com um pedaço de batata na boca quando o viu. Ali, vindo em sua direção estava Alexei em seu terno perfeito e olhos mel. Ela só o viu sem máscara por um segundo, mas o reconheceria em qualquer lugar. Ele era tão lindo quanto ela lembrava e vê-lo ali depois de anos imaginando estar com ele de novo foi demais para ela. Lina tentou engolir a batata rapidamente e falhou. Percebeu tarde demais que m*l havia mastigado e ela entalou na sua garganta... Foi assim que Lina protagonizou a cena que posteriormente intitulou como "a mais vergonhosa da sua vida." - Ela está engasgando - berrou Tiffy chamando atenção desnecessária ao notar que Lina estava ficando roxa. Alexei m*l tinha chego na mesa e Lina já estava tentando desesperadamente respirar, abanando os braços agitada enquanto Tiffy nervosa tentava a ajudar com um copo de água e Tommy dava tapas em suas costas. Tapas fortes demais, pelo que Lina pôde sentir. "Esse i*****l está se aproveitando da situação para me espancar." Pensou Lina raivosa. Alexei se apressou a ir direto para as suas costas. Ele a levantou da cadeira em um movimento fluído, rodeou seus braços fortes em volta de sua barriga e impulsionou um aperto poderoso. No mesmo momento a batata presa voou de sua boca, fazendo uma trajetória em cheio para o rosto de Tommy. Aquele pedaço de massa grudenta que um dia fora uma batata estava agora repousada na bochecha de Tommy que encarava Lina com o olhar mais fulminante que um ser humano era capaz de fazer. Lina desfaleceu mole na cadeira, cansada pela recente atividade e com vergonha de olhar para cima. Tiffy estendeu o copo de água que estava segurando e ela tomou em um gole só. Tommy se retirou para lavar o rosto enquanto Lina sentia uma mão em seu ombro. - Você está bem? - perguntou Alexei com olhos cheios de preocupação. Lina lamentou. Não era assim que imaginava seu reencontro com ele. - Sim, obrigada - respondeu querendo um buraco para se esconder. Ele assentiu sem saber exatamente o que fazer. Christian havia retornado e puxando uma cadeira ao seu lado tomou a frente da conversa. - Senta aí, Ivanov, vamos conversar - chamou. Ivanov? Aquele nome brilhou na mente de Lina. Era o nome do restaurante em que estava. Alexei sentou ao lado de Lina causando arrepios na morena. A mesma energia de anos atrás ainda estava presente entre eles mesmo após aquela cena vergonhosa. - Essa é Tiffany, minha noiva - Apresentou Tommy com olhos carinhosos em direção a Tiffy. Apesar de Lina o achar um pé no saco, era evidente o quanto se importava com sua amiga. Tiffy sorriu adoravelmente e cumprimentou Alexei, sem qualquer indício de tê-lo reconhecido, Lina entendia já que Tiffy só o viu por alguns segundos e com máscara. Já ela, seria incapaz de esquecê-lo mesmo que quisesse... E ela não queria. - E essa é a melhor amiga de Tiffy, Lina Cruz - Tommy a apresentou. Até então Alexei não havia demonstrado qualquer sinal de reconhecimento, mas a menção do seu nome seus olhos brilharam em dúvida. Lina que nem por um segundo gostaria que ele pensasse que ela o enganara e lhe dera um nome falso, tratou de esclarecer. - Rosalina Cruz – sussurrou só para ele. Alexei sorriu. Ele pegou sua mão delicadamente e a levou até a boca depositando um beijo ali. Era um gesto familiar. - É um prazer vê-la de novo - ele falou. Lina sorriu para ele e antes que pudesse falar algo Tommy interrompeu. - De novo? Onde exatamente você deu o azar de encontrá-la antes? - perguntou Tommy fazendo Lina revirar os olhos. - Na noite de ano novo no barco - respondeu Alexey. Em sua visão periférica Lina pôde ver Tiffy arregalar os olhos. Claro que ela havia lhe contado tudo sobre seu acompanhante russo do ano novo de 2010 e nesse momento Tiffy fez a conexão. - Ele é o russo gostoso? - sussurrou Tiffy para Lina, que por sua vez notou Alexei ao seu lado sorrindo ao ouvir o comentário. Ela olhou para um ponto no chão desejando ser a garota Matilda e ter poderes. "Vamos lá, buraco, apareça!" pensou determinada. Alexei lhe lançou um olhar com a sobrancelha arqueada e Lina fingiu que não viu enquanto imaginava formas diferentes de matar Tiffy e arrancar sua língua grande. - Ela é a Roza? - perguntou Tommy parecendo não ouvir o que Tiffy disse. Lina agradeceu internamente por isso, se ele tivesse escutado estaria a infernizando até o fim dos dias. Alexei sorriu acenando afirmativo parecendo estar sem graça e Lina só conseguia pensar no Roza... Foi assim que ele a chamou na última vez que se viram. - Eu a conhecia durante todos esses anos que ouvi você chorar por ela e você não percebeu? Qual é, eu reclamo dessa empata f**a o tempo todo! - exclamou Tommy. Alexei franziu a sobrancelha em confusão por um momento. Lina focou no "chorar por ela." Alexei ainda pensava em Lina tanto quanto Lina pensava nele. - Você sempre a chamou de "Lininha, a amiga irritante da sua noiva"... Como eu poderia saber? - justificou Alexei fazendo aspas com os dedos - Espera, você é a Lininha que botou fogo em apartamento?? - pergunta Alexei espantado. Alexei ainda lembrava de acordar de madrugada com um Tommy furioso ligando por que a amiga da sua noiva tentou cozinhar de madrugada e botou fogo em tudo. - A culpa não foi minha! - disse Lina, aparentemente aquilo era uma briga antiga. - Continue tentando e veja se convence alguém... - Debochou Tommy. Alexei ria pensando que deixaria Lina longe da cozinha. - A conversa não é sobre isso... A questão é que eu nunca tive a chance de dizer meu nome completo, também... Alguém estava com muita pressa para fugir de você Tommy – zombou Lina olhando para Tiffy que tinha as bochechas vermelhas de vergonha. É, não foi seu melhor momento. Mas Lina não se importou como era chamada, para ela Tommy era o noivo insuportável da sua melhor amiga. - Mas Tiffy... Você sabia que o nome dele era Alexei, Tommy nunca falou sobre o amigo? - perguntou Lina confusa não acreditando que esse tempo todo eram amigos de pessoas em comum e não faziam ideia. Quanto tempo perdido. - Ele chamava o amigo de Ivanov - respondeu Tiffy dando de ombros. - E outra, Tiffy nunca me disse que Lina estava naquela festa - defendeu-se Tommy. - Ah, eu disse sim - corrigiu Tiffy. - Quando? - desafiou Tommy. - Quando você estava tentando fazer as batatas fritas perfeitas - Respondeu Tiffy revirando os olhos. - Ei, aquilo era importante... Eu estava tentando criar a combinação perfeita de formato, crocância e salinidade, minha concentração tinha que ser totalmente direcionada para minha receita - - Levou mais de uma hora para fazer sua "combinação perfeita" e menos de dois minutos para Lina acabar com ela - debochou Tiffy. Em defesa de Lina, estavam mesmo perfeitas, mas ela nunca admitiria isso. - Isso por quê a Lina não mastiga a comida e aprecia, ela só engole - reclamou Tommy – Parece aqueles bichos que aspiram tudo com a boca - Ela lembrava bem todas as vezes em que ele pediu para ela experimentar um prato novo e ela só enfiava na boca e respondia um "tá ótimo." Isso deixava ele tão bravo... Lina adorava. - Tamanduá? – Pergunta Tiffy confusa com um vinco na testa. Tommy riu enquanto Lina fazia uma careta desgostosa. - Eu até ia te elogiar, filhinho do prefeito, e dizer que as batatas estavam ótimas, mas como você acabou de me comparar com um animal, vou dizer que estavam horríveis, a pior batata que já comi – declara Lina debochada. - Então não te chamo mais para as próximas receitas... - Lina fechou a cara e o ignorou. - E eu não me lembro de reclamar quando você virou a madrugada em busca do cookie ideal – Tommy se virou acusando a noiva com Tiffy já se preparando para rebater. Lina estava tão concentrada no casal a sua frente discutindo, adorando o caos e a bagunça que não percebeu o olhar atento que Alexei lhe dedicava. - Seu cabelo parecia ser maior - ele divagou. Lina olhou para ele imediatamente e de forma automática passou a mão pelos fios recém cortados. Quando Alexei a conheceu seu cabelo estava semi preso em um penteado e realmente era maior, agora estavam soltos e na altura do ombro. - E era. Eu cortei - respondeu ela calmamente - Decepcionado? - perguntou com um sorriso de lado. - De jeito nenhum, é tão lindo quanto eu imaginei - Ele respondeu sorrindo. Lina corou. - Ora, obrigada Sr. Não tão misterioso agora - agradeceu e recebeu um sorriso em troca a menção do seu antigo apelido. O que a fazia lembrar... - Roza, hein? - perguntou ela... Era basicamente o mesmo nome, mas ele puxava tanto o sotaque falando que soava diferente aos ouvidos. - Moya malen'kaya poteryannaya Roza - sussurrou ele em russo lhe tirando o fôlego mais uma vez ao ouvir sua língua natal - É seu nome em russo - explicou. - Tudo isso é meu nome? - perguntou rindo fascinada. Alexei riu também, mas um pouco mais contido. - Não, apenas Roza - - E o que era todo o resto? - perguntou curiosa. Torcendo não pela primeira vez para que ele estivesse falando sacanagens russas. "Eu sou uma safada mesmo" pensou ela. Alexei se aproximou e sussurrou em seu ouvido com a voz rouca: - Minha pequena Roza perdida - Ela respirou pesado e olhou para o casal a sua frente ainda presos em sua bolha de discussão sobre batatas e cookies. - Acha que eles vão notar se sairmos de fininho? - questionou Lina em tom de conspiração. Não seria uma surpresa não notarem, quando começavam a conversar assim esqueciam o mundo. Alexei analisou Tiffy e Tommy por um momento. - Provavelmente sim, mas vão fingir que não - E deu de ombros - Vamos? - perguntou oferecendo-lhe sua mão que ela não hesitou em pegar. Levantaram da mesa em silêncio e Tiffy os lançou um olhar conhecedor sem parar sua discussão com seu noivo, já Tommy parecia segurar uma risada já pensando nas inúmeras piadas que faria mais tarde. Sem uma palavra sequer Alexei e Lina saíram do restaurante para as ruas de Paris.
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