Ricardo narrando O corpo dela ainda colado no meu, a respiração ofegante batendo no meu pescoço, e eu só pensava em como nunca tinha gozado com tanta vontade na vida. A cozinha inteira ainda parecia impregnada do cheiro da gente, e eu sabia que aquilo não ia sair da minha mente tão cedo. Encostei o queixo no ombro dela, sentindo o cabelo solto escorrer nas costas, e só queria ficar ali. Quieto. Preso nela. Mas o maldito rádio estalou no bolso. — Chefe, preciso de tu na base. Movimento pesado agora cedo. Fechei os olhos, respirei fundo. O morro não perdoa descanso. Nem quando o corpo só pede mais dela. Beijei o pescoço de Vitória, devagar, mordendo de leve, como se eu pudesse marcar aquele instante só pra mim. — Preciso ir, princesa… — sussurrei contra a pele dela. Ela virou o rosto

