Ricardo narrando O café na xícara dela esfriou, e o silêncio na cozinha ficou ainda mais pesado. Ela estava de cabeça baixa, evitando o meu olhar, e eu sentia o desejo queimando no peito, a p***a de uma imagem que não saía da minha cabeça. Fui até o balcão e peguei minha carteira, as chaves do carro e a arma. — Vamo. — Falei, com a voz rouca. Ela levantou a cabeça, e a confusão nos olhos dela me atingiu em cheio. — Pra onde? — ela perguntou. — Pro trabalho. Esqueceu? — eu disse, com um sorriso de canto. Ela engoliu em seco, e se levantou. Eu me virei, e fui para a garagem, sentindo o cheiro dela no ar, o cheiro de cabelo molhado, de pele limpa. A p***a de um cheiro que me deixava louco. A garagem estava escura. Eu liguei a luz, e o brilho da minha BMW M8 preta invadiu o espaço. Ela

