Vitória narrando… Nilson ainda estava sentado na recepção, mexendo na pasta dele, quando de repente levantou os olhos e fixou em mim. O jeito dele não era como os outros homens que eu conhecia; havia firmeza, mas também educação. — Vitória… — ele chamou, a voz baixa. — Posso te pedir uma coisa? Assenti devagar, curiosa. — Claro… Ele se inclinou um pouco sobre a mesa, os olhos sérios nos meus. — O seu número. Quero poder falar com você. Fiquei sem reação por alguns segundos, surpresa com a ousadia. Brenda, que estava ao meu lado, quase engasgou de tanto rir. — Ai, amiga, passa logo! — ela brincou, me cutucando. — Não tem nada demais, e ele é gente boa. Minha mão tremia de leve, mas acabei cedendo. Peguei um papel da mesa, escrevi meu número e entreguei a ele, evitando encarar diretam

