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RICARDO NARRANDO… A porta m*l tinha fechado e eu já não conseguia segurar. Porra… O cheiro dela, o calor dela, o jeito que aquele top grudava no corpo ainda suado da academia… Aquilo mexia comigo num nível que eu nem sabia explicar. Assim que o portão bateu atrás da gente, Vitória virou pra mim — e aquele olhar dela me destruiu de vez. Olhar quente. Fundo. Como se ela tivesse sentido minha falta o mesmo tanto que eu senti da dela. Eu dei dois passos pra frente. Ela deu um pra trás. Mas não era recuo — era provocação. — Fechou o portão por quê? — falei baixo, com a voz rouca. — Porque… — ela respirou fundo, o peito subindo. — Você pediu. Chegou a sorrir, pequena, mordendo o canto da boca. Puta que pariu. Eu encostei nela sem pedir. Peguei a cintura, firme, puxei contra mim

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