Ricardo narrando Abri a porta da sala de comando com força, como sempre faço, esperando movimento e correria, mas não esperava que alguém estivesse de costas exatamente ali. Vitória deu um pulo, o susto estampado no rosto, e meu riso saiu sem querer, mais alto do que devia. Ela tentou se recompor rápido, mas não teve jeito. Eu só observei, divertido. — Tá bem? — perguntei, tentando soar sério, mas ainda com a risada presa na garganta. Ela respirou fundo, baixando o olhar por um instante. — É… é difícil. Ainda ver minha mãe daquele jeito… — a voz dela falhou um pouco, carregada de tristeza. Fiz um gesto com a mão, tentando que ela me olhasse. — Escuta, Vitória… tua mãe não vale nada. — falei firme, quase como uma ordem. — Não deixa que isso pese em você, não se sinta m*l por isso. Ela

