Vitória narrando O cheiro de papel, de tinta da impressora e de cigarro misturado era forte naquela sala. Já fazia algumas horas que eu estava ali sentada, mexendo nas planilhas que Pedro pacientemente me ensinava. No começo eu m*l conseguia segurar a caneta sem tremer, mas aos poucos fui me soltando. Ele tinha uma calma diferente, falava baixo, sempre explicando cada detalhe como se eu fosse uma criança aprendendo a escrever. — Viu, Vitória? Aqui você confere a entrada, depois confere a saída. Se não bater, é porque alguém errou no repasse. — disse, apontando com o dedo a tela. Eu assenti, tentando acompanhar. Era muita coisa nova, mas de algum jeito, com ele falando devagar, eu entendia. — Acho que entendi… — falei, meio sem confiança. Ele riu baixo, e aquele riso me arrancou um sor

