Ricardo narrando Acordei cedo, como sempre. O despertador m*l tinha tocado e eu já estava de pé, corpo acostumado a não dormir mais do que quatro horas por noite. O mundo em que eu vivia não deixava espaço pra descanso. Passei no banheiro, lavei o rosto e deixei a água fria me despertar de vez. Coloquei a calça jeans escura, a camiseta preta justa e minha corrente dourada no pescoço. Peguei o relógio, conferi a hora e já era quase o horário de sair pra boca. — Vitória… — murmurei, ainda do corredor. Esperei um segundo. Silêncio. Franzi o cenho e chamei de novo, agora mais alto: — Vitória! Nada. Nem um sinal de que ela tinha se mexido. Minha paciência começou a sumir. Não gostava de repetir as coisas. E menos ainda de ser ignorado. Caminhei até a porta do quarto dela e girei a maçan

