Ricardo narrando A casa tava em silêncio, só o barulho do vento batendo nas janelas. Eu tinha acabado de sair do banho, o corpo ainda quente, a cabeça fervendo com a lembrança de Vitória. Já era cedo, Katy ainda não tinha chegado e o sono não vinha. De repente, ouvi um rangido vindo lá de baixo. Passos leves, arrastados, como se alguém tentasse não fazer barulho. Franzi a testa, peguei a pistola em cima da cômoda por reflexo, e desci as escadas sem acender as luzes. Quando virei pro corredor da cozinha, vi. Vitória. Ela estava de costas pra mim, em frente à geladeira aberta, a luz clara iluminando a pele dela. Usava um pijaminha curto, desses de tecido fino, que mais parecia uma blusa comprida. O vestido subia um pouco quando ela se abaixava pra pegar a jarra de água na parte de baixo

