O silêncio dela doeu mais que qualquer ofensa. A boca se contraiu, o olho brilhou com o desespero de quem percebe que a escala de poder ali mudou e ela ficou no degrau de baixo. Apoiei a mão livre na porta, abrindo um pouco mais o pano da camisa, deixando o ar entrar entre as minhas pernas nuas. Deixei ela imaginar o que o Heitor fez ali a noite inteira. Menti com a naturalidade de uma psicopata: — Acabei de acordar. — falei baixo, num tom íntimo que era um soco no estômago dela. — O Feroz me deixou... digamos que exausta demais pra lidar com barulho de p*****a fofoqueira agora. Ele tem uma pegada... bruta, né? Mas imagino que você só conheça a versão rápida dele, aquela de cinco minutos no beco sujo pra aliviar o estresse. Raiane travou. O maxilar dela fechou com tanta força que achei

