capitulo 10 Feroz

1010 Words

O bunker fedia a eletrônico superaquecido, ferro e ao rastro de pólvora que aquela russa trouxe grudado na pele como se fosse um perfume de grife vindo direto do inferno. Eu estava sentado no meu trono de couro, observando o modo como ela entrou: não como uma mulher que buscava abrigo ou uma refugiada de guerra, mas como uma praga bíblica que veio reivindicar o que o d***o esqueceu de levar. O ar-condicionado no talo não era suficiente para esfriar o sangue que subiu para a minha cabeça no momento em que ela abriu a p***a da boca. — Então tu é o tal do Feroz — a voz dela saiu limpa, um sotaque carregado que cortava o ar gelado como uma navalha enferrujada. — O soberano desse lixo. Eu não me mexi. Continuei largado, com a postura de quem é dono de cada grão de poeira e de cada alma pecado

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