BRIAN
O Guilherme (um amigo que estava junto comigo e com o Matheus em sua casa ontem a tarde) me ligou falando que ia rolar um racha no São Cristóvão, falei que ia chamar o Matheus e passava na casa dele antes de ir. Tomei banho, e me arrumei. Vesti uma bermuda jeans, peguei uma camisa branca com botões e a coloquei no ombro, passei desodorante, perfume, e coloquei um boné branco, preto e vermelho. Calcei um tênis, peguei minha carteira e meu celular, coloquei ambos no bolso da bermuda e peguei a chave do meu carro. Passei pela sala e despedi de meus pais, que como sempre não estavam nem aí para mim mas falaram pra eu não fazer besteiras que possam sujar o nome do departamento. Entrei no meu carro, que era um Ford Edge 2015 vermelho. Não foi muito difícil conseguir o carro, meus pais só precisam dar um telefonema e pronto. Parei em frente a casa do Matheus e toquei o interfone, como a empregada já me conhecia me deixou entrar, subi até seu quarto e fui entrando. Ele deitado dormindo, dei um pescotapa nele e o mesmo levantou em um pulo, fiquei rindo da cara dele e o mesmo ficou furioso. Mandei ele ir se arrumar pra gente sair. Ele foi tomar banho e eu liguei o computador dele, entrei em minha rede social e fiquei esperando a noiva se arrumar.
Mais tarde passamos na casa do Guilherme, ele estava de moto pois iria participar da corrida de motos. Quando chegamos ao local combinado, que era a rua Fonseca Teles, vimos um grande número de pessoas, tinha duas "vagas" nas laterais, o Matheus e eu estacionamos e saímos do carro. O Guilherme parou um pouco mais a frente e veio ao nosso encontro. Ficamos olhando as mulheres que faziam questão de usar roupas provocantes e perfumes importados. Passou uma na minha frente de regata preta e short jeans bem curto, apertei a b***a dela e a mesma se virou e sorriu, puxei ela pelo braço, encostei no carro e a coloquei no meio de minhas pernas, posicionei minhas mãos na sua cintura e apertei, em seguida fechei meus olhos e iniciei um beijo lento e molhado. Ela colocou as mãos em minha nuca e ficou puxando meus fios de cabelo. Encerrei o beijo quando deram o sinal de que faltava cinco minutos pro primeiro racha, que seria o de carros. A garota saiu e o Matheus e eu entramos em nossos carros, fomos na direção da largada e vimos mais quatro carros do nosso lado, o mais próximo tinha um cara n***o, forte e careca, com uma expressão nada boa. Ele dirigia um chevette tunado amarelo com belas rodas. O próximo era um cara branco de cabelos pretos, ele dirigia um Audi A3 prata meio simples. Os outros dois carros não dava para ver, mas pelos longos cabelos percebi que eram mulheres. Todos saímos dos carros e o cara que estava organizando o racha disse:
— O mínimo das apostas é três mil, então quem começar a chorar pode dar meia volta e ir embora. — Nós que já estávamos fora dos carros mostramos o dinheiro e colocamos na palma de sua mão.
— E se eu quiser aumentar as apostas para cinco? — Eu reconheci aquela voz. Tinha certeza de que era aquela favelada irritante. Que tinha o corpo mais maravilhoso que eu já vi. Ela vestia roupas justas e curtas que valorizavam cada centímetro de seu corpo. Chegou cheia de marra achando que era a tal como sempre.
— Aí seus companheiros terão que concordar — ele sorriu medindo o corpo dela de cima a baixo.
— Fala sério cara, eu vim aqui pra correr de verdade, com caras de verdade e apostas de verdade. Três mil não é nada pra mim.
— Nossa gatinha, você tá podendo em.
— Você nem imagina o quanto — ela piscou — e aí colegas, todos de acordo? — Ela sorriu provocante e todos concordaram. Foi quando ela me viu, revirou os olhos e caminhou até mim. — Tá me seguindo é?
— Claro. É impossível ficar longe desse corpinho lindo boneca — apertei seu queixo.
— Não toca em mim — ela bufou e foi até o Matheus e o abraçou. Espera, eu vi direito?
Enfim, todos entramos em nossos carros novamente e uma loira turbinada entrou entre os carros pra fazer a contagem. Ela até que era gostosinha, mas eu prefiro as morenas.
3,2,1. Já!
Apertei o pé no acelerador e sai em disparada, em poucos segundos fiz a curva para direita, o Chevette do careca colou em mim, eu joguei o carro um pouco pra esquerda, peguei impulso e o joguei contra o do careca que ficou desgovernado e bateu contra um poste. Até ali estava fácil, foi quando a Mia decidiu grudar em mim. Fizemos a curva para direita e entramos na Figueira de Melo, eu ia fazer o mesmo que fiz com o careca com ela mas ela acelerou e ficou um pouco na minha frente, olhei pro retrovisor dela e a mesma piscou pra mim, mostrei meu dedo do meio. Apertei mais meu pé no acelerador e fiquei lado a lado com ela, a mesma acelerou mais e jogou o carro na frente do meu, ela girou o carro 180° e ficou de frente para mim indo de ré, olhou nos meus olhos, sorriu maliciosa e mostrou dedo de volta. Exibida, pensei. Ela girou o carro novamente, eu ganhei cinco segundos de vantagem e a ultrapassei. Olhei pelo retrovisor e o carro de sua amiga e o do Matheus era o único que nos seguia. Girei meu carro noventa graus para a esquerda e parei em frente o carro da Mia, que bateu e foi para a direita girando três vezes na pista, girei mais noventa graus para a esquerda e fui na direção contrária, frente a frente com o carro do Matheus e da amiga da Mia. Quando ia colidir desviei e os dois bateram um no outro. Girei meu carro 180 graus e continuei na direção certa, com isso o carro da Mia já tinha se recuperado da simples batida e estava grudado no meu. Em poucos segundos já havíamos feito o retorno e seguido para outra direção da Figueira Melo. A Mia chocou o carro dela contra o meu que bateu na lateral de pedra do acostamento e raspou a pintura, quando ela ia fazer aquilo novamente dei ré e ela bateu sozinha. Ultrapassei ela e acelerei o máximo que pude. Virei à direita na quinta rua, segui até a rotatória com a Mia bem atrás de mim. Bati em algumas latas de lixo fazendo elas caírem do caminho da Mia, fiz a rotatória, e em seguida virei a esquerda na segunda rua entrando na Fonseca Teles e a Mia já estava bem atrás de mim, ela estava quase me ultrapassando quando eu liguei o nitro e sai que nem um jato na frente ultrapassando a linha de chegada.