Quando me virei, ele já tava com aquele olhar atento. — Quer que eu vá contigo? — perguntou. Eu nem pensei duas vezes. Balancei a cabeça, concordando. — Quero. Soltei um riso sem humor. — Ela nem se importou que eu tava de luto… — comecei, sentindo a raiva subir. — A gente tinha acabado de enterrar a minha avó e ela simplesmente mandou eu pegar todas as minhas coisas e sair de casa. Minha voz falhou um pouco. — Disse que a casa era dela… que eu não tinha nada pra fazer ali. Ele fechou a cara na hora. — Se é louco… — murmurou, balançando a cabeça. — Não dá nem pra falar que é tia. Como é que faz uma parada dessa? Respeitou nem teu momento. Dei de ombros, tentando parecer mais forte do que eu tava me sentindo. — Pois é. Respirei fundo. — Não sei o que ela tá querendo aqui… mas

