Bárbara narrando Eu não imaginei que descer o morro fosse tão… vivo. No começo, foi quase mágico. Assim que passei pelo portão da casa, senti aquele vento quente da noite bater no meu rosto e decidi que precisava espairecer. Ficar trancada naquele quarto, numa casa que ainda não parecia minha, com um padrasto que m*l conheço e um enteado que claramente me odeia, não estava ajudando em nada. Então eu desci. E conforme eu ia andando, percebia que ali tudo era animado. As ruas eram estreitas, cheias de luzes improvisadas, música saindo de caixas de som em frente aos bares, gente sentada em cadeiras de plástico nas calçadas. Crianças ainda corriam de um lado pro outro, mesmo já sendo noite. O cheiro de churrasco misturado com perfume barato e cigarro pairava no ar. Todo lugar que eu entr

