BÁRBARA NARRANDO Acordei com uma sensação estranha. Não era dor. Não era desconforto. Era… fome. Mas uma fome absurda. Daquelas que parecem que o estômago tá grudando nas costas. Abri os olhos devagar, ainda meio sonolenta, sentindo o calor do corpo do Lobo grudado no meu. O braço dele tava em volta da minha cintura, pesado, como se mesmo dormindo ele não quisesse me soltar. Sorri de leve. Fiquei alguns segundos ali, só olhando pra ele. O rosto tranquilo. A respiração calma. Parecia que nada no mundo conseguia atingir ele naquele momento. E, por um instante… Eu quis ficar ali. Só observando. Mas aí meu estômago roncou. Alto. — Ai, meu Deus… — murmurei baixinho, rindo sozinha. Com cuidado, fui levantando o braço dele da minha cintura, me mexendo bem devagar pra não acord

