Juninho Narrando Quando toda aquela parada aconteceu com o Lobo ontem à noite, eu já sabia que tinha alguma coisa muito errada. A gente cresce no morro aprendendo a ler as pessoas sem elas precisarem falar nada. Olhar, jeito de andar, forma de responder… tudo entrega. E o Lobo sempre foi fácil de ler pra mim. Desde moleque. Então quando ele ficou daquele jeito, nervoso, andando de um lado pro outro e desviando das perguntas, eu saquei na hora que o bagulho era sério. Mas também tem coisa que não adianta forçar. Se o cara não quer falar, não quer. E o Lobo é cabeça dura pra carälho quando decide guardar algo pra ele. Mesmo assim eu deixei claro, Se ele precisasse, era só chegar. Porque independente de qualquer coisa, ele sabe que pode contar comigo. Sempre soube. Depois que ele d

