Lobo narrando Eu acordei no automático. A mão foi direto pro lado da cama… procurando ela. Vazio. Abri os olhos na hora. O quarto tava claro, a cortina meio aberta deixando o sol entrar… e a Bárbara já não tava mais ali deitada comigo. Levantei o tronco, passando a mão no rosto, ainda meio grogue… até escutar o barulho vindo do banheiro. Chuveiro desligando. Respirei fundo. — Tá suave… — murmurei pra mim mesmo. Mas não tava. Nunca tá quando ela sai do meu campo de visão. Minutos depois, ela saiu do banheiro já arrumada, com aquela carinha de quem tava tentando ser forte… mas eu conheço. Conheço cada detalhe dela. — Já vai? — perguntei, a voz ainda rouca de sono. Ela me olhou e sorriu de leve. — Vou com a minha mãe no advogado… lembra? Lembro. E odeio. Passei a mão no cabelo, sol

