Juninho narrando Saí da boca já com a sensação de dever cumprido. Não tudo resolvido, porque no morro nunca tá tudo resolvido, mas o essencial tava encaminhado. Depois da invasão, sempre fica aquele rastro de coisa pra organizar: prejuízo, gente assustada, estrutura pra ajeitar… e se a gente não tomar a frente, vira bagunça. Encostei na mesa, peguei o rádio. — Waguinho, na escuta? — Tô na escuta, patrão. — E as paradas dos prejuízos? — Já anotei uma pá de prejuízo patrão. Tô finalizando o resto. — Então faz o seguinte… deixa tudo anotado e põe em cima da minha mesa. — Pode pah. Soltei o botão do rádio, Respirei fundo, Peguei o rádio de novo. — Atenção geral… qualquer B.O pelo morro, dá um salve. Tô saindo agora, mas tô na escuta. Algumas respostas vieram na sequência. Tudo sob

