Ele já foi tirando as chaves do bolso enquanto eu respirava fundo. É bom estar fora do morro por um tempo. Mesmo que seja só por uma noite. Entramos. O apartamento estava silencioso, cheiro de fechado misturado com o perfume leve que sempre deixo nos armários. Ele largou as bolsas na cozinha e veio direto até mim. — Agora vem. Vamos tomar um banho. Temos muito o que aproveitar. Sorri, puxando a camiseta dele por baixo, sentindo o tecido deslizar pelos meus dedos até cair no chão. Ele me puxou de volta, me prendendo contra o próprio corpo, como se quisesse compensar cada segundo que passamos ocupados demais pra isso. Fomos até o banheiro quase tropeçando um no outro. Eu liguei a banheira, ajustei a temperatura da água, coloquei um pouco do chá de ervas que gosto de usar nesses momentos

