Depois de um tempo, o restaurante já estava organizado. Fiz os pagamentos dos funcionários como minha mãe tinha pedido. Um por um, agradecendo, tentando manter a normalidade. Mas por dentro… eu estava contando os segundos. Quando o último funcionário saiu, eu fechei a porta. Respirei fundo. E saí. E foi aí que eu vi ele. Encostado no carro da minha mãe. Com aquele sorriso. Como se nada tivesse acontecido. Como se ele não tivesse acabado de voltar de uma guerra. Meu coração disparou na hora. Caminhei até ele quase sem sentir os pés no chão. E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me puxou pela cintura e me beijou. E… meu Deus! Parecia que, aquele beijo, era tudo o que eu precisava naquele dia. Todo o medo. Toda a tensão. Tudo… foi embora naquele momento. Quando ele se afastou,

