Bárbara Narrando O barulho dos fogos… sempre vai me deixar em pânico. Não importa quantas vezes aconteça. Não importa o quanto tentem dizer que a gente “se acostuma”. Não acostuma. Nunca. Eu tava no camarote, ainda com o coração acelerado, depois de tudo que tinha acontecido no palco. Ainda sentindo o peso — e ao mesmo tempo a felicidade — de ver o Lobo ali, assumindo, falando, me apontando na frente de todo mundo… Quando, de repente… O céu explodiu. Um atrás do outro. Alto. Forte. Inconfundível. Meu corpo travou na hora. O sorriso sumiu. E o coração… disparou. — Não… — murmurei, quase sem voz. Invasão! De novo! Eu nem consegui pensar direito. Foi automático. Meu olhar procurou ele no meio da multidão, como se isso fosse adiantar alguma coisa. E eu encontrei. Por po

