Engoli seco. E apenas concordei com a cabeça. Ela me olhou por mais um instante… como se quisesse ter certeza que eu tava bem. — Descansa — disse por fim. — Amanhã vai ser um dia longo. E saiu. O silêncio tomou conta do quarto. Eu fiquei parada. Pensativa. Confusa. Sentindo um peso estranho no peito. — Ei… — o Lobo chamou, se aproximando. Ele colocou a mão no meu rosto. — O que foi? Balancei a cabeça. — Eu não sei… é só… estranho. — O quê? — Tudo isso… essa história… minha tia… — Suspirei. — Eu não queria ter que passar por isso. Ele ficou em silêncio por um segundo. E então falou: — Você não tem que ter dó. Olhei pra ele. — Como assim? — Se ela fosse uma pessoa boa… a sua avó tinha deixado tudo pra ela. Aquilo me atingiu. Fiquei quieta. — Quando a sua avó morreu — ele co

