Lobo Narrando continuação... Eu não ouvi mais nada. As palavras dela entraram por um ouvido e saíram pelo outro, como se fossem vento. Porque, na minha cabeça, naquele momento, não existia explicação que justificasse o que ela fez. Não existia desculpa. Não existia perdão. Ela mexeu com a Bárbara. Ela mexeu com o meu filho. E ponto. Fui andando até ela. Devagar. Cada passo pesado, firme, como se o chão tremesse sob meus pés. Ela começou a tremer mais. — Lobo… por favor… — Por favor, o quê? — minha voz saiu baixa. Gelada. — Me escuta… pelo menos me escuta… Parei na frente dela. Olhei fundo nos olhos dela. E deixei. — Fala. Ela respirou fundo, tentando se controlar, mas os soluços não deixavam. — Eu fiz aquilo… porque eu te amo. Silêncio. — Eu te amo, Lobo. Desde semp

