LOBO NARRANDO Começo de semana, sempre tem um ritmo diferente. O movimento não para, o morro acorda mais cedo, e eu já tinha criado um costume que, pra mim, era quase lei: almoço na lanchonete com o Juninho. Era o único momento do dia que eu parava de verdade. Saí da boca perto do horário, já com a cabeça mais tranquila. As paradas estavam andando, tudo alinhado… então dava pra dar essa respirada. Quando cheguei na lanchonete, de longe já dava pra ver que tava daquele jeito: lotada. Gente entrando, gente saindo, mesa cheia, barulho alto… o corre acontecendo. Desci da moto e entrei. Logo na entrada, vi um dos vapores passando com uma caixa na mão. — Isso aí é o quê? — perguntei, mais por curiosidade. — Deixaram na barreira… é pra patroa. Dei uma olhada rápida, mas nem me aprofundei. Se

