Juninho narrando Depois que tudo explodiu ali na boca, eu precisei organizar o mínimo. Porque, quando a emoção toma conta, alguém tem que segurar a estrutura. E naquele momento… era eu. Olhei pra Lisa. Ela ainda tava com a respiração pesada, o rosto vermelho, os braços marcados dos arranhões da Heloísa tentando se soltar. — Vai pra casa — falei, firme. Ela negou na hora. — Vou passar na lanchonete antes… ver como tá lá. Pensei por um segundo. Assenti. — Vai… mas qualquer parada, tu me liga. — Ligo. Apontei pros braços dela. — E limpa isso aí. Tá feio. Ela olhou de leve, como se nem tivesse sentido. — Vou limpar. Me aproximei, dei um beijo rápido nela. — Vai com cuidado. — Tu também. Ela saiu. E eu virei pra Heloísa. Segurei pelo braço. Forte. Ela já começou a se deb

