Um tempo se passa, Luccas está totalmente desnorteado na cadeira da mesa, sua visão está turva e embaçada, a dor de cabeça já começa a surgir em si mesmo, a chuva do outro lado era pesada, forte e não parecia que iria acabar tão cedo. Então de repente a campainha toca, Luccas então se levanta e vai até a porta cambaleando e quanto abre a porta da frente vê Caique, com as roupas molhadas, um capacete de moto em uma das mãos, cabelos encharcados, respiração ofegante, e de longe era notável seus olhos preocupados por Luccas.
—Você está bêbado!?— Caique diz com uma pontada de raiva na voz enquanto agarra Luccas pelo colarinho. Luccas está totalmente mole e com preguiça de tudo, e então ele diz com a voz claramente turva.
—Não faz isso... Eu vou acabar vomitando em você!
Luccas diz como se fosse uma ameaça, os olhos de Caique olham diretamente para a mesa e vê as duas garrafas de bebidas praticamente vazias. Ele então solta Luccas e pega uma das garrafas na mão.
—Você é louco de beber isso de uma vez... Você é um i****a por acaso!?— Ele diz enquanto coloca o capacete na mesa, coloca as botas molhadas na porta e vê Luccas apoiado na parede para não cair. Logicamente ele não sabe oque faz nem oque fala naquele momento, a visão de Luccas começa a girar a cada segundo que passa.
—Eu não tô bem não...— Ele diz antes de ir ao banheiro e vomitar tudo dentro do vaso sanitário. Caique vai atrás dele logicamente e segura seu cabelo enquanto lhe dá uma pequena Lição de moral.
—Você é burro pra c*****o, não sabe beber sem se controlar. Só um i****a faria isso. Se não sabe beber, não beba, i****a do c****e.
—Qual é... Me dá um desconto... Poderia ter sido pior...— Luccas diz como um sorriso nos lábios.
—Idiota... Tome um banho, na água gelada, vai ajudar a passar o efeito da bebida.
—Gelada!? Nem a pau...— Luccas diz tristonho e manhoso.
—Eu não pedi, eu mandei— Caique diz duramente e com um olhar de tédio.
Luccas espera Caique sair do banheiro e fechar a porta, ele começa a se despir e entra no box do banheiro e liga na água gelada enquanto resmunga baixo.
—Banho frio... Se eu quisesse água gelada eu ia numa piscina...
Ele diz enquanto um arrepio percorre seu corpo pelo contato com a água gelada, ele se senta no chão enquanto a água gelada escorre por suas costas. Caique, estava a pouco segundos atrás andando pela casa para encontrar o quarto do indivíduo que está no banheiro resmungando e xingando Caique. O mesmo consegue encontrar o quarto de Luccas e procura por alguma roupa confortável para Luccas, ele acaba pegando um pijama que era de estrelas que brilhavam no escuro. Então o barulho do chuveiro acaba, alguns segundos depois, Luccas aparece na porta do quarto com o cabelo encharcado, uma toalha enrolada no corpo como uma mulher, seu semblante parecia irritado.
—Separei uma roupa pra você.— Caique diz cruzando os braços. Luccas olha desconfiado para ele e vai até a cama onde estava o pijama dobrado perfeitamente. Ele então pega o pijama na mão e olha pra Caique.
—Vai ficar olhando eu me trocar mesmo?
—E se eu quiser?—Caique diz com um tom de provocação e malícia no tom de voz, seu olhar era lascivo que não admirava seu rosto e sim seu corpo coberto pela toalha.
—Saí daqui logo!
—Não.— Caique diz enquanto se aproxima ainda mais de Luccas.
Caique (on)
Meu corpo não estava sob meu controle, ele estava agindo por impulso total, eu não havia controle algum sobre ele mas quando me dei conta, estava sobre o efeito hipnotizante do beijo de Luccas.
Eu me aproximei dele de repente, peguei em sua cintura e o beijei, o beijo era extremamente bom, não havia defeito algum nele, o beijo apenas esquentou a cada segundo que se passou ali. Nossas línguas entraram numa sincronia perfeita, não havia nada de errado... Só apenas o fato de que eu não era mais hétero.