Valente ainda estava de pé, encarando o nada por alguns segundos, quando Alice respirou fundo e mudou completamente a postura. Até então ela tinha acompanhado. Agora… ela assumia. — Tá. A voz dela saiu firme. Segura. Valente olhou. Dioguinho também. — Então vamos parar de falar e começar. Ela cruzou os braços, já pensando rápido, conectando tudo. — A gente não pode depender só disso aqui — ela apontou para as caixas no galpão. — Isso aqui é o grosso, é o que vai salvar a gente depois. Valente inclinou levemente a cabeça. — Fala. Alice deu dois passos pra frente. — Primeiro passo: produção. Dioguinho franziu a testa. — Aqui? — Não né. Ela negou com a cabeça. — No morro, como sempre foi, tudo normal. Valente estreitou os olhos. — Arriscado. Alice já esperava isso. — S

