As horas começaram a escorrer devagar dentro do carro. Lá fora, a festa só aumentava. Mais carros chegando. Mais gente rindo alto. Música vibrando no peito, mesmo com os vidros fechados. E lá dentro… Um silêncio que não durava muito. — Mano… — Dioguinho soltou, quebrando o clima — se essa Camila vender metade disso aí já tá bom. Valente soltou um riso baixo, encostado no banco. — Metade nada… a Barbie falou que ia vender tudo. Alice, no banco da frente, virou levemente o rosto. — Eu não falei. Eu garanti. Dioguinho riu. — Ihhh, lá vem… — A contadora não erra, né? Alice deu de ombros, convencida. — Nunca. Valente balançou a cabeça. — Tu é muito metida. — E você depende disso agora — ela respondeu na lata. Silêncio. Dioguinho soltou um “ihhh” arrastado. — Tá, ganhou. V

