Ágata se arruma toda, fazendo uma superprodução. Escolhe uma roupa que une elegância e sensualidade, sem ser vulgar. Estava decidida a fazer daquela noite uma noite inesquecível, que mudaria seu casamento e romperia as barreiras que bloqueavam ela e seu marido.
— Talvez a Rose tenha certa razão. Embora eu não vá apelar para os métodos dela, um pouco de ousadia da minha parte não vai fazer m*l nenhum… Hoje Ágata Toledo vai dar um novo up em seu casamento… — diz ela.
Ao descer as escadas, o marido a esperava. Ele fica surpreso com o quanto a mulher estava elegante e bem vestida…
— Você me lembrou o dia em que nos conhecemos. Aquela festa no clube da capital, lembra? — diz Diogo.
— Como eu iria me esquecer… Trocamos olhares por um tempão, você tomou coragem e me chamou para dançar…
— Sabe, Ágata, ultimamente o trabalho tem tomado muito do meu tempo, os problemas com o Mateus…
Ágata toca os lábios do marido com a ponta do dedo e pede silêncio…
— Shiii... Esquece o trabalho, os problemas com nosso filho… Hoje estamos completando 27 anos de casados. Eu só quero que a gente se curta e aproveite para reacender o que anda apagado… — diz ela, aproximando-se e sussurrando no ouvido do marido.
Os dois se beijam logo em seguida. Sorriem um para o outro e, de mãos dadas, saem para um jantar. A noite estava apenas começando…
Mateus olha pela janela do quarto quando os pais saem de carro…
— Não, Mateus! Seja forte! Se eu sair e aprontar uma, e olha que eu apronto, posso ferrar com tudo ainda mais… — diz o filho.
No meio do caminho, Diogo vai conversando com a mulher, tentando se abrir com ela, falar como se sentia…
— Sabe, Ágata, você me surpreendeu. Achei que você iria ficar do lado do Mateus nessa situação toda, porque ele sempre apronta e você sempre o apoia…
— Diogo, eu acho que você está certo. Mateus precisa aprender a ser mais responsável, já é um homem feito. Eu tenho sido mais emotiva e deixado a desejar nessa parte de apoiar você. Acho que isso é uma das coisas que têm contribuído para o distanciamento em nosso casamento. Afinal, sempre acabamos divergindo e discutindo por causa do Mateus…
Diogo silencia por um momento, reflexivo… Como se imaginasse algo…
— Talvez você tenha razão. Eu posso estar sendo radical com o Mateus, mas tudo o que eu quero é apenas educá-lo, fazer com que entenda e assuma responsabilidades. Acho que o fato de sempre brigarmos pode ter contribuído para esse afastamento. Sei que você acha que eu estou distante, muito focado no trabalho, nas coisas fora de casa…
— Amor, eu não vou jogar toda a culpa apenas em você. Eu também não tenho sido tão compreensiva. Sabe, chego a pensar que você nem me deseja mais…
Diogo para o carro. Ágata olha de lado, com os olhos meio lacrimejantes…
— Você acha que eu não a desejo? — pergunta ele.
— Sim. Afinal, eu sempre discordo de você, sempre brigo por causa do Mateus, porque você fica muito tempo na empresa…
— Mas isso não é verdade! Ágata, eu só estou cansado. Mentalmente cansado por conta do trabalho. Olha só! Hoje mesmo eu demiti a minha secretária. Eu já havia notado certas atitudes dela: sempre falando m*l dos outros, sempre me dedurando, dizendo quem chega tarde, quem faz isso e aquilo… Ela estava tornando o ambiente de trabalho insuportável. Fora os relatórios… Enfim, tem o nosso filho, tem a minha idade também… Eu preciso de férias, de descanso…
Ágata lembra das palavras que sua amiga havia lhe falado, sobre ousadia, sobre tomar a iniciativa… E resolve colocar isso em prática.
— Eu prometo apoiar mais você daqui em diante, como também ser mais compreensiva, ser mais afetuosa… Ser mais objetiva… Porque eu sinto falta de ser desejada por você…
Os dois se olham nos olhos…
— Mas você… Você é desejada por mim. E eu quero te mostrar que ainda sou o homem apaixonado que você conheceu. Por isso estou te levando para jantar…
Ágata olha para Diogo com um olhar feminino, com uma expressão de mulher fatal que homem nenhum resiste, hipnotizando-o naquele momento…
— Eu não quero… Não quero que me leve para jantar. Se você me deseja tanto como diz… Me prova…
Diogo sente uma sensação diferente. Seu coração acelera e um calor toma conta de seu corpo, deixando-o e******o. Desejando ouvir da mulher para onde ela queria que ele a levasse, ele pergunta…
— E para onde você quer ir?
Ágata se aproxima de seu rosto, vai até sua orelha, passa a língua de leve em seu pescoço, morde delicadamente sua orelha e leva a mão até o volume sob a calça, percebendo sua reação. Então sussurra:
— Um hotel, um motel… Me leve para qualquer lugar que você quiser, mas me mostra… Me prova que ainda me deseja, que quer estar comigo como era há mais de 27 anos, quando ainda namorávamos… — diz Ágata.