A mulher assentiu com a cabeça e desapareceu em silêncio. Verena olhou para mim com uma mistura de confusão e suspeita. Eu podia ver as perguntas se formando na sua mente, mas não lhe daria nenhuma explicação. Ela não as merecia. Bianca voltou com um balde, panos, uma vassoura e uma pá de lixo. Deixou-os na entrada e retirou-se após uma breve reverência. Gesticulei para os utensílios com um movimento deliberadamente lento. — Limpe. Ordenei a Verena. Os seus olhos se arregalaram. — Você estragou tudo, você vai limpar. Repeti. — Cada caco de vidro, cada gota de tinta. Até que este cômodo esteja impecável novamente. Ela balançou a cabeça, pensando que talvez decidisse recusar a minha ordem. Eu ri. — Você é o que eu digo que você é. Agora, você é apenas mais uma nesta casa, sem direitos

