Felizmente tinha tudo que precisávamos para cuidar do garoto e não deixar ele morrer nos próximos minutos
Ele precisava de um médico o mais rápido possível mas não seria Possível isso acontecer tão rápido então apenas tentamos deixar ele vivo até lá.
Acho que as aulas de defesa, primeiros socorros e esse tipo de coisa que eu tive quando eu era criança ajudou bastante
Fico feliz por não ter escolhido aulas de balé ou qualquer outra coisa, eu não gosto de ser a princesa em perigo esperando por um cavaleiro de armadura para me salvar.
Claro que as aulas de combate, defesa, primeiro socorros, sobrevivência ajudaram para que eu tivesse esse pensamento.
- Obrigada por salvar meu irmão - diz a irmã do menino e ela me abraça
- De nada - digo meio sem graça e surpresa pelo abraço dá garota
Depois que o garoto estava consideravelmente bem eu me sento em um canto da sala sozinha, meus amigos estavam ali mas eu queria ficar sozinha.
Nesse momento era tudo que eu queria, tinha tanta coisa passando pela minha cabeça e ter que lidar com pessoas surtando não ajudaria em nada.
Por mais que eu quisesse ficar sozinha minhas preces não foram atendidas
Eu não pude ficar completamente sozinha e em silêncio pois meu telefone começa a vibrar, era a minha mãe.
- Oie mãe - Digo baixinho e minha mãe começa a falar
- Oie meu amor, eu queria falar com você sobre a...- A fala dela é interrompida por mais tiros - Meu Deus Lexa você tá bem? O que está acontecendo? Está ferida?
- Estou bem mãe não se preocupe, a escola foi invadida por pessoas armadas - Digo respirando fundo - Mas eu não estou ferida estamos trancados na sala de aula esperando isso passar
- Calma, vai ficar tudo bem, só se cuida - ela diz muito preocupada, eu consigo sentir em sua voz que ela estava prestes a chorar
- Pode deixar, eu vou me cuidar mãe
- Tem certeza que está bem? - pergunta com a voz embargada
- Sim, eu to bem, eu salvei um garoto e uma princesa - eu digo e eu poderia ouvir um sorriso orgulhoso se formar do outro lado da linha
- Sei que você vai conseguir se cuidar, você sempre consegue se salvar mas eu estou dizendo por conta do... - ela ia terminar a frase mas eu a corto
- Como eu disse, estou bem mãe só que eu preciso desligar antes que eles ouçam algo e entrem aqui - eu digo prestando atenção na movimentação
- Já ligaram para a polícia? - Ela diz preocupada e não querendo desligar
- sim, primeira coisa que fizemos e estão em ligação com a polícia até agora mas eles disseram que tem que tomar cuidado, existe protocolos e essas coisas por ser apenas filhos de monarcas que estudam aqui, eles estão tentando contato com os terroristas - eu digo mas ela não parece aliviada
- Filha - ela diz e da uma pausa - Não tente dar uma de h*****a, o passado não tem como mudar - Ela diz e eu suspiro
- Amiga eu to tão assustada - A Alisson diz chegando perto de mim
- Tenho que desligar mãe, eu te amo - Eu digo para mim cuidar da Alisson que estava assustada
- Também te amo, Juntas - ela diz esperando eu completar a frase
- Até depois do fim - Digo e suspiro inevitavelmente antes de desligar
Nos desligamos a ligação e eu começo a consolar Alisson que estava surtando com toda essa situação
Claramente ela estava assustada e ela começa a chorar enquanto eu afago os cabelos dela e digo que tudo vai ficar bem apesar se não saber se é verdade.
As vezes as pessoas precisam ouvir palavras motivadoras mesmo se você não tem certeza se elas são verdadeiras.
A realidade era que eu não sabia mais o que fazer, eu nunca fui boa em lidar com os sentimentos das outras pessoas e o pânico também era um sentimento.
Como eu disse, por mais que eu precise ficar sozinha eu não consigo, toda vez alguém diferente surtando por coisas pequenas.
As horas demoram para passar aqui trancada dentro dessa sala de aula e eu me permaneço mais calma possível apesar de não estar tão calma assim
Apesar de não saber lidar com sentimrntos eu tenho ajudar Cameron e a professora a acalmar as pessoas que estavam chorando ou prestes a berrar saturadas disso tudo
Está demorando tanto um resgate que eu acabo dormindo de cansaço apesar de não querer dormir.
As pessoas estão começando a surtar e entrar em mais pânico ainda querendo sair da sala sem se importar com o perigo lá fora
Eu acordo com pessoas falando alto dentro da sala de aula por conta dos surtos
- Quero sair daqui - Um garoto diz pela milésima vez
- Eu também quero sair daqui - outra garota diz se levantando
- O príncipe Cameron já saiu mas não voltou, ele está demorando de mais, talves não devêssemos sair - Uma menina diz tentando fazer eles ficarem na sala de aula
- É o que? - digo me levantando - Como assim ele saiu? - eu digo sem acreditar na fala da menina
- Ele saiu para ver se estava tudo bem mas isso deve ter uns 15 minutos ou mais - ela me conta
Assim que ela diz isso nós ouvimos gritos e eram gritos de um homem, não sabíamos de quem era e era apenas isso que precisava para todos na sala surtarem mais ainda
Várias pessoas entram em pânico dizendo que era do Cameron e eu também começo a entrar em pânico apesar de tentar o máximo não demonstrar isso.
- Vou procurar ele - digo determinada a achar o Cameron
- Precisamos de você aqui - A alisson diz pegando na minha mão
- Não, não precisam mas talvez o Cameron precise, talvez se eu sair agora eu consiga ajudar ele - eu digo pedindo com o olhar para ela soltar minha mão
- Lexa vai, eu seguro as coisas por aqui, ajuda ele - Elliott diz e eu assinto
- Obrigada - Digo para Alisson que solta minha mão e afasto as coisas da porta e saio da sala
Assim que eu saio da sala eu vou na direção em que teve o grito do Homem.
Quando eu chego lá eu felizmente vejo que não era Cameron, era outra pessoa e ela estava morta, não tinha como eu ajudar ela
Eu encaro a menina ruiva por um tempo mas eu fecho os olhos quando eu abro acabo reparando em uma tatuagem que ela tem mas isso não era importante.
Sem mais demora eu volto para o meu objetivo principal que era encontrar Cameron e com vida
- Princesa lexa, não deveria estar aqui é perigoso - diz uma garota ruiva tremendo
Ela está tão assustada que eu acho que tem medo até da própria sombra mas por que ela estaria pelos corredores se está com tanto medo? Qual seria a motivação que fez ela encarar esse pânico que ela estava sentindo?
- Digo o mesmo de você, volta pra sala - eu digo tentando proteger a garota
- Estou procurando minha irmã, ela é ruiva, saiu a um tempo mas não voltou
Ela diz e eu entendo a motivação, as vezes o amor por alguém faz a gente encarar nossos piores pesadelos e era isso que essa menina estava passando
Não seria conhecidencia tudo isso, seria?
- Ela tinha uma tatuagem de lua no pulso? - eu pergunto torcendo para a resposta ser não
- Sim, ela mesma, você a viu? Ela está bem? - ela pergunta com um pingo de esperança em seus olhos
- Eu sinto muito - digo pois era a garota morta
Antes que a menina diga alguma coisa ou tenha tempo de processar tudo nós ouvimos mais barulhos de tiro.
- Corre - Digo e a mesma sai correndo e eu vou junto
Eu vejo um armário de vassouras bem pequeno e abro a porta
- Aqui, se esconde aqui - Digo colocando a garota para dentro a força
- E você? Isso é pequeno de mais pra nois duas - ela diz segurando meu pulso com força e com os olhos marejados
- Vou continuar procurando meu amigo, tranca a porta e fica bem escondida - Digo e a menina faz o que eu mandei apesar de claramente não concordar com isso
Logo depois que ela tranca a porta eu ouço mais tiros e eles estão começando a ficar mais perto então eu saio correndo na direção contrária dos tiros.
Eu passo um bom tempo andando pela Escola, fugindo dos tiros enquanto eu procuro o Cameron nessa escola que era gigantesca
Apesar de ser gigantesca eu procurei em vários lugares mas não encontrei cameron, está cada vez mais difícil achar ele e os tiros estão ficando mais frequentes e cada vez mais perto a cada porta que eu abro
Tenho medo de abrir uma porta e ao invés de encontrar Cameron encontrar um dos atiradores por que os tiros estão extremamente perto.
Eu paro por alguns segundos para conseguir respirar pois eu não parava de correr de um lado para o outro mas isso é interrompido por um homem armado me apontando uma arma
- Parada princesa - ele diz apontando uma pistola para mim
Nós ouvimos mais tiros, verificando se não era polícia ou algo assim ele para de apontar para mim por um segundo pois tinha ainda mais tiros rolando então eu acho uma brecha e eu o ataco ele fazendo arma dele cair no chão
Nós dois começamos a lutar, dessa vez uma luta bem mais justa pois ele não está com arma em punho.
Ele me da vários golpes mas eu acerto vários golpes no homem que fica cansado após um tempo de luta e eu aproveito esse momento e o derrubo no chão.
Mas o que eu não contava é que assim que ele cai no chão ele estica seu braço e pega a arma que estava caída
- Eu vou atirar sua v********a desgraçada - ele ameaça me apontando a arma
Eu piso no braço dele para fazer ele soltar a arma mas ele atira do mesmo jeito
Mesmo levando um tiro eu piso com um dos meus pés no pescoço dele fazendo o homem ficar sem ar
Ele começa a se debater tentando tirar meu pé da garganta dele mas eu não tiro, meu pé estava firme lá e a falta de ar faz o homem desmaiar me deixando um pouco aliviada
Assim que o homem desmaia eu suspiro aliviada mas meu momento de alívio passa quando eu me lembro que levei um tiro mas eu não entro em desespero
Eu coloco minha mão sobre minha perna que estava baleada e estava saindo muito sangue.
- c*****o, que m***a - Digo tirando minha blusa xadrez e amarrando na minha perna fazendo parar de sangrar
- Vamos lá Lexa, ele pode estar precisando de você - Digo para mim mesma me motivando a continuar
Eu penso por um segundo e pego a arma que era homem, se tentarem me m***r isso não é crime, certo? Ou seria?
Afasto meus pensamentos e continuo a procura de Cameron mas dessa v3s mais devagar por estar machucada
Após mais um tempo de procura eu ouço uma voz conhecida, era daquele professor de debate, o que ele estaria fazendo aqui?
- Onde está a princesa lexa? - ele diz apontando arma para alguém que eu não consigo ver pois está no outro corredor
- Eu não sei - Cameron diz e meu mundo cai ali mesmo
- Onde ela está? Eu só quero ela, se você me disser você sai vivo daqui seus amigos saem vivos - Ele diz com muito rancor e ódio na voz
- Eu não sei, eu realmente não sei - Ele diz com a voz embargada
- Estou aqui, não precisa mais me procurar - Digo atirando no homem e Cameron leva um susto
- Lexa, meu Deus, que susto - Ele diz surpreso
- Você está bem? - Digo passando pelo professor que estava caído no chão e chegando até cameron
- Estou bem, onde arrumou uma arma? - ele diz ainda em choque e com medo
- Não importa, vamos - digo chutando a arma enorme que estava com o professor de debate para longe de seu corpo - Eles devem estar malucos querendo vim atrás
- Está bem, vamos - ele começa a ir rápido mas percebe que eu não estou acompanhando ele e voltar - Ai meu Deus Lexa - Ele diz olhando minha perna