capítulo 01

4569 Words
CAPÍTULO 01: PROFUNDIDADE ... Inclusive em um coração acabado de alguma pessoa, ainda existe o amor... "Nan, vamos lá" Esta frase foi ouvida por alguém que tem um pequeno corpo e de cabelos castanhos, faz que engula saliva em sua garganta, as pequenas palmas de suas mãos se enchem de suor, e seus olhos de cor preta piscam angustiadamente. Com cada passo que avançava, sentia que ia por um estreito e escuro caminho, o que, provocava que seu coração se contraísse cada vez mais, deixando-o com a sensação de que em qualquer segundo deixaria de bater. Mueng Nan parou em frente a uma cama branca, onde outra pessoa estava deitada, tal imagem diante dele era tão angustiante, que m*l podia manter o equilíbrio sobre suas pernas ao ver tal cena. Não era a primeira vez que ambos se viam, mas desta vez... desta vez poderia ser a última. O seu coração continua tentando sentir e aceitar que esta seja a última vez. "Nuerth" Com uma voz doce, mencionou o nome da pessoa que estava deitada naquela cama, tentando segurar as lágrimas que queriam sair de seus lindos olhos, era muito difícil fazê-lo, até que finalmente escorreram de seus olhos e rolaram por suas bochechas tão constantes. Ele chorou, sim, ele chorou por causa da grande tristeza que sentia pela pessoa à sua frente. Ele nunca chamou o garoto na frente dele de Phi, mesmo que eles tivessem uma diferença de quatro anos de idade. A figura alta da pessoa deitada na cama levantou seu rosto que estava sob um respirador que subia e descia seguindo o ritmo de sua respiração. Ele ainda estava com seu rosto bonito, embora agora mais pálido e seu lindo cabelo não estava mais lá, caiu em torno daquele rosto bonito. O corpo da pessoa à sua frente, estava fraco e entorpecido, depois de suportar um longo período de tratamento do câncer. Nuerth Nakarin tinha leucemia, que era um tipo de câncer no sangue. Mueng Nan não se arrependeu, por causa da tristeza que o odiou toda a vida... que agora estava desaparecendo... Para ser honesto, ele sempre odiou essa pessoa, que era seu meio-irmão, por tanto tempo quanto se lembrava. Embora compartilhassem o mesmo pai, nada o fazia sentir amor por seu irmão. A mãe de Nuerth Nakarin era apenas a amante de seu pai, quem foi a culpada de destruir o feliz casamento de seus pais, portanto, a sua família. Toda a sua vida foi destruída no momento em que aquela mulher engravidou. Mesmo que sua mãe e a outra mulher nunca tenham sido inimigas, você também não poderia dizer que eles eram amigos íntimos, até esse dia chegar... O dia em que mãe e filho desapareceriam de suas vidas, então Nan e sua a mãe receberiam mais amor do pai e, portanto, o teriam apenas para eles. Nuerth odiava intensamente a doença que estava enfrentando, não porque lhe causasse dor ou fadiga, nem que fosse um obstáculo na sua vida universitária, que estava indo muito bem para ele, mas, porque ele estava a momentos de afastá-lo de alguém especial, com quem sempre sonhou sua aceitação... sendo aceito por seu irmão mais novo Nan, a quem ele não podia "amar" como ele queria amar. Amor ... de qualquer tipo... Seu relacionamento nunca teve um nome para chamar-se, nem antes nem agora. Hoje, continuava assim, não podia chamá-lo irmão, porque seu irmão menor não o aceitava, tampouco podia chamá-lo como um amigo, porque eles não eram... mas ele queria ser alguém que pudesse está perto de seu Nong algum dia... "Nan .. está aqui" North falou o mais forte que pôde, para ser ouvido pela pessoa à sua frente. Ele conversou com ele o máximo que pôde, já que esta era sua última chance antes de partir. "Nuerth Nakarin". A mão macia de Nan estendeu-se para agarrar e apertar a mão da outra pessoa com força. Essa cena continuou como se ele fosse uma pessoa preocupada com a condição da que estava deitada na cama, mas seu coração sentiu o contrário, ele se inclinou lentamente, sussurrando baixinho no ouvido dele, algo que só os dois podiam ouvir. "Vá embora" "Vá embora e não volte mais." "Eu... sinto muito" disse a pessoa que estava deitada tremendo, acima de todo egoísmo queria viver... viver para Nan. Ele queria resistir por muito tempo à sua respiração fraca, poder ver o que o futuro significava para aquele menino lindo, aquele menino que ele tanto amava... a pessoa que ele mais amava em sua vida, aquela pessoa que ele amava muito tempo, embora ele o amasse, alguém nunca saberá. "Não se desculpe, apenas não volte... nunca mais mostre seu rosto, na minha frente" Aquele menino magro falou com lágrimas nos olhos. Seu corpo estremeceu com a sensação de algo que ele não conseguia colocar em palavras. Ele só sabia que tinha que odiar seu meio-irmão até o último suspiro. Odeie ele até a morte.... Aquelas palavras perfuraram seu coração, cortando-o em milhares de pedaços, a ponto de fazê-lo sangrar... palavras dolorosas que não puderam ser apagadas da memória daquele ouvinte. O rosto pálido do menino doente simplesmente acenou com a cabeça, dando ao menino menor um sorriso doce. Ele queria se aproximar de Nong e enxugar suas lágrimas, mas não conseguiu, então tudo ficou apenas em seus pensamentos, junto com seu desejo de protegê-lo, porque a realidade era diferente, era simplesmente impossível e ele só conseguiu dizer : "Nan... não chore" Mesmo sabendo que eram apenas lágrimas de pena, ele não queria que o menino mais novo chorasse. Nuerth odiava ver as lágrimas rolarem pelo lindo rosto de Nan, ele só queria ver um sorriso naquele rosto doce até o momento de sua partida. Então, ele também forçou um sorriso até o momento final, esperando que Nan sorrisse também. "Ugh... vá embora" disse Nan. "Prometa-me primeiro... que você será feliz" "North.." "Nan, quando eu me for você vai ficar feliz, certo?" Após esta frase, as lágrimas brotaram dos olhos de Nuerth, embora ele tentasse sem sucesso não deixar que a outra pessoa o visse. Observando isso, a força de vontade de Nan foi quebrada e seu coração começou a bater fraco e..... "Eu prometo que serei feliz" "Eu não estarei mais por perto... então apenas leve uma boa vida." Nan assentiu, mas seu coração se partiu em mil pedaços e ele não pôde deixar de se perguntar: "É esse o sentimento que você deveria ter ao se despedir daquele garoto que você odiou tanto a vida toda?" Foi pior do que eu pensava, mas o mais difícil foi que a outra pessoa aceitou tudo antes de sair. "Nan o tempo acabou, Nuerth tem que ir agora" Disse a mãe de Nuerth muito angustiada e com sua respiração cansada. O relógio marcava meia-noite, o horário limite em que os membros da família podiam visitar os pacientes, o horário de visita finalmente havia terminado. "Por favor" Ele se virou para sair do quarto sem olhar para o doente deitado naquela cama sorrindo, mas foi interrompido por uma frase que de repente fez seu coração parar. "Nan, sorria para mim." Dor e ódio, era a única coisa no coração de Nan, Nuerth que tentou formar um sorriso com os cantos dos lábios, sabia que eles deveriam se despedir com um sorriso, ele sempre sonhou com isso, em vez de ódio e lágrimas. O jovem parou por um momento, levantou a mão direita, acenou adeus e olhou para ele com um sorriso. "Adeus..." ele disse com um gesto sabendo que Nuerth iria para um lugar muito distante. Os Estados Unidos ficavam a um continente de distância, e Nuerth iria lá para receber tratamento para sua doença. Nuerth só podia rezar para que no futuro ele pudesse voltar e ver sua pessoa especial novamente, calmo, sorrindo por toda a casa, e então gritaria para ele descer para o café da manhã. Esse era o seu sonho, um sonho muito distante, mas sem dúvida um sonho que ele queria realizar por mais difícil que fosse alcançá-lo. "Adeus Phi North... ficarei feliz, muito feliz." "Eu também" Quatro anos se passaram. Nan, agora no segundo ano da faculdade, estava lutando para se levantar da cama grande em seu quarto, ir ao banheiro e lavar o rosto, e depois ir para a faculdade como de costume. Nan estudou na Faculdade de Química, Farmacêutica, sua vida era a de um estudante comum, nada maravilhosa, nem tão r**m quanto a de outros alunos. No entanto, Nan ainda era um menino que esperava chamar a atenção de seu pai, como em toda a sua vida. Ele ia regularmente ao clube de seu pai, se comportava m*l e levava uma vida noturna. Tudo isso, para chamar a atenção do pai, mas seus resultados eram sempre os mesmos, nada ele conseguia com tudo que fazia, seu pai nunca tinha tempo para ele. Ele viveu em um mundo distorcido por muito tempo, já que ele não conseguia ficar calmo, nem dormindo, nem acordado... ele ainda não estava acostumado... Ver o rosto de alguém todos os dias... o rosto de uma pessoa que tinha desaparecido de sua vida há quatro anos... Quatro anos sem notícias, quatro anos, sem ter recebido uma carta ou um e-mail. Até agora ele não sabia o que havia acontecido com Nuerth Nakarin e sua mãe. Todos os dias, ele podia vê-lo misturado com a multidão de pessoas na rua, ou quando ele apenas olhei para o céu. Tudo isso... era apenas uma selvageria de sua imaginação, ele sabia. Depois daquela noite, aquelas duas pessoas, mãe e filho, nunca mais deram notícias, nunca mais voltaram à vida dele. Seu pai tentou encontrá-los e contatá-los de todas as formas possíveis, mas todas as tentativas foram em vão. Eles só sabiam que Nuerth havia sido enviado para um novo hospital, mas nunca conseguiram descobrir o nome, apesar do quanto o investigaram. Finalmente, chegou a hora de viver a vida que Nan sempre sonhou, até que finalmente se tornou realidade. Uma vida em que sua família era uma família completa. Mas... Por que ele não estava feliz? 'Prometa-me primeiro que você será feliz'. Todas as noites ele ouvia essas palavras, embora seus sonhos fossem um pouco confusos, ele ainda se lembrava claramente desses sentimentos, no momento em que fez essa promessa, antes que Nuerth partisse para sempre. A promessa que ele nunca esqueceria: viveria feliz todos os dias e sorriria dia após dia, porque Nuerth decidiu cumprir sua promessa de ir embora e nunca mais voltar. Portanto, ele não teve escolha a não ser fazer sua parte também. ( Ah ?) "Você terminou de estudar Nan, onde você está indo agora?" Um amigo perguntou, depois que a aula de química analítica acabou. "Eu vou ver Phi Att. O que você vai fazer?" "Vou visitar os juniores que estão se preparando para o concurso no próximo mês". "Até logo" ele se despediu do amigo, de quem era amigo há um ano, haviam se conhecido quando entraram na faculdade, que era conhecida como Misty, nome pelo qual a Dra. Satya gostava de ser chamada. Mueng Nan caminhou por um longo tempo até encontrar um veterano que ergueu uma sobrancelha ao vê-lo. Att era seu irmão mais velho por parte de mãe, eles cresceram juntos desde pequenos, ele era muito possessivo com ele, nunca queria que ninguém se aproximasse dele, a ponto de até fingir ser seu namorado. "Você terminou suas aulas?" "Se não fosse, eu esperaria aqui por você?" "Ah... Bem, na verdade eu gostaria de estar flertando com garotas. Quem iria querer vir e esperar ser pego por seu irmão mais velho?" Ele zombou dele. "Então o Dr. Tat veio? Ouvi dizer que ele queria ver você" "Sério?!!" "Então, vamos embora?" "Vamos" Os irmãos caminharam lado a lado por uma calçada até chegarem onde o carro estava estacionado, era um carro de luxo, seu destino não era muito próximo, pois tiveram que retornar ao hospital universitário como de costume. Um lugar que Nan chamava de 'Verdadeira Felicidade'. "Menino desastroso!!" "Desordenado" Uma voz alta ressoou no ar, fazendo com que o dono do nome sorrisse quando falado. "Phi Tat" Kantitat ou Tat era um médico externo que atualmente estava estagiando no hospital universitário. Quatro anos se passaram... desde que Nuerth Nakarin desapareceu. Nan nunca tinha sido aberto a ninguém até conhecer o Dr. Tat, que era o veterano que Att o apresentara um ano atrás, mas esse era um relacionamento secreto até que... Ultimamente o casal estava concordando em ter um relacionamento mais formal.. Se perguntado o que é o amor para um homem como Kantitat, ele poderia responder honestamente que o amor era Mueng Nan. "Hello Phi Tat" cumprimentou Att e continuou dizendo: "Então, vou deixar você aqui Nan e ir primeiro, porque parece que o médico interno está muito ocupado para ir procurar seu amado" "Ok, vá buscar sua própria dor de cabeça" Kantitat e Mueng Nan ficaram sozinhos conversando na sala de jantar do hospital universitário. Os dois faziam uma pausa naquela época e todos os dias se encontravam no mesmo horário para compartilhar algum tempo juntos. "Você trabalhou duro hoje?" perguntou a pessoa como de costume, esta pergunta era comum em todas as suas reuniões. "Não, mas eu tenho um caso difícil. Uma pessoa tentou suicídio muitas vezes." "Ah, sim, do que se trata?" "Gravidez na Adolescência" "Uma adolescente grávida e não se sabe quem é o pai do bebê." A resposta o deixou pálido. Na verdade, ele odiava o hospital, ele não gostava de ouvir sobre a dor e o sofrimento das pessoas e cada vez que ele falava com Tat, o mundo bonito que ele estava tentando criar era destruído ouvindo cada uma de suas histórias. No entanto, ele não pôde deixar de perguntar: "E como ela está agora?" "Continuo observando os sintomas, já foi enviado um laudo ao departamento de psiquiatria para que um médico especialista possa cuidar disso." "Você deve estar cansado e exausto." "Não, estamos aqui, nós dois. Então não posso estar melhor." Imediatamente, enquanto o jovem médico falava com uma voz brilhante, uma imagem lhe ocorreu e ele quis compartilhar essa história com seu jovem namorado. "Hoje eu também tive um paciente sob meus cuidados." "Geralmente não conheço todos os meus pacientes, exceto aquele na cama 4012, que é meu paciente especial." "Ele tinha leucemia, mas se recuperou, a doença desapareceu. No entanto, ele deve vir uma vez por mês para realizar todos os tipos de exames e exames médicos correspondentes, caso a doença queira retornar" "O estranho sobre ele é que ele foi tratado com diferentes tratamentos, desde quimioterapia e radiação e não houve nenhuma mudança. Até que de repente ele se recuperou completamente e voltou, depois de ter tentado um tratamento com um novo medicamento americano muito caro " "As pessoas com leucemia são as que mais sofrem. Se tivessem acesso a esse medicamento, ficariam muito felizes." Embora não conhecesse a pessoa de quem lhe falaram, sempre que ouvia falar dessa doença, Mueng Nan imediatamente pensava na pessoa de quem se despediu há quatro anos. Mas não... essa pessoa ele nunca mais voltaria... Ele acreditava assim e assim seria... Kantitat e Nan são um casal que pode estar junto em poucos lugares, como a universidade e o hospital, suas conversas são fluidas e o riso acontece de vez em quando. Isso mostra a beleza do amor e o que é estar apaixonado, viver sem brigas e receber palavras de encorajamento um do outro. Em palavras simples, estar apaixonado era cumprir sua promessa... de ser feliz todos os dias... "O que você quer comer amanhã? Basta perguntar, seu servo, Khun Nan, está aqui" disse Kantitat. Como já haviam terminado de comer, ambos tiveram que voltar às suas rotinas e começaram a sair da sala de jantar, o doutor Tat ainda falava: "Ah, sim. Você quer algo especial para amanhã? É só dizer e eu compro para você" "Qualquer coisa que você me pedir, eu trarei" A voz latejante de Kantitat interrompeu os pensamentos de Nan, o que o surpreendeu e o trouxe de volta ao seu corpo novamente. Nan balançou um pouco a cabeça, repelindo os pensamentos que lhe vinham à mente, voltou sua atenção para a conversa do doutor Tat e respondeu: "O que você quiser vai ficar bem para mim" Nan não se atreveu a olhar para o homem que eles estão se aproximando, ele sabe que é impossível, mas este homem foi trazido por seu coração dolorido e entristecido de um continente distante para procurar alguém que foi em vão tentar esquecer , mesmo quando o mar que chegava ao horizonte era muito largo e havia esplêndidas montanhas ao seu redor. Então, quando chegaram ao mesmo ponto, Kantitat disse: "Nan, esse é meu paciente, Khun Nuerth" (NT: Eu sabia!!! Eu sabia!! Eu chorei) Que esse nome fosse chamado pelo Doutor Tat, talvez não fosse normal porque não era um nome comum, foi surpreendente para ele. Antes que o dono do nome se virasse, Nan não sabia por que seu coração estava batendo cada vez mais rápido, algo lhe dizia que a pessoa que ele nutria um sentimento em seu coração e que ele estava tentando afastar, agora estaria tão perto dele. Todo o ódio que ele nutria naquela pessoa que agora podia estar diante dele, mas apesar do ódio que carregava em seu coração, ele havia feito o possível para cumprir sua promessa de ser feliz. "Olá, Dr. Tat." O paciente respondeu à apresentação, aproximando-se imediatamente, dirigindo-se a Nan: "Prazer em conhecê-lo", a voz era suave, calma, mas um pouco trêmula. "Olá, Khun Nuerth Nakarin, você ainda não foi embora?" "Bem, eles me disseram para esperar os resultados do raio-X" Essa altura e essa personalidade... mesmo que não se vissem há quatro anos, ele se lembrava muito bem, lembrava como se fosse ontem. Era Nuerth Nakarin, aquele irmão que não queria usar o mesmo sobrenome e agora era paciente de Kantitat. A figura esguia só podia piscar, sem saber como se sentir, se entrar em pânico ou chorar. Enquanto o outro não parecia diferente, foi como um milagre conhecer essa pequena pessoa aqui. Ele não podia dizer mais nada, ficou na frente do jovem com os olhos fixos no rosto. Nan começou a sentir que o ambiente ao seu redor começou a queimar inexplicavelmente e que toda a sua pele estava arrepiada e apenas seus ombros enrijeceram. "Nu...Nuer", disse Nan, sem terminar a frase. Os olhos de Nuerth Nakarin moveram-se de um lado para o outro, olhando para o internista e seu acompanhante, ele sentiu-se desaparecer, até que finalmente uma frase lhe veio à mente enquanto olhava nos olhos claros do belo rosto do jovem médico, a quem a enfermeira da sala o chamava de Dr. Tat: "Nan já tinha dono!" pensou. Ele não deveria sentir nenhum remorso, disse a si mesmo, já que ele mesmo lhe pedia para ser feliz. No fundo de seu coração, ele acreditava que, se o eixo da Terra mudasse alguns graus, tudo o que havia acontecido voltaria ao mesmo ponto. No entanto, naquela época, todos em Nuerth Nakarin estava curvado a ponto de sentir que nunca mais estaria alinhado. O jovem alto balançou a cabeça um pouco para voltar sua atenção para o internista. Nuerth Nakarin nem se atreveu a fazer contato visual com o menor e só conseguiu dizer: "Agora eu tenho que ir" "Sim", disse o jovem médico, despedindo-se de seu paciente, Nan ficou ao seu lado, até que ele conseguiu dizer: "Phi Tat, me desculpe. Você não precisa ficar comigo hoje, acabei de lembrar que meu amigo estava me pegando para uma atividade na faculdade, estarei de volta antes de receber um aviso, tchau. " Ele disse acenando com a mão e afastando. "Tchau." Em outra parte da universidade ouviu-se: "Nuerth... Nuerth..." Nan chama esse nome, o resultado final sendo uma ação, que deveria ser o contrário, já que ele se despediu há quatro anos desejando nunca mais ver essa pessoa. Ao ouvir seu nome, Nakarin se surpreendeu, suas mãos tremiam e suavam, até que sentiu o suor que começa a brotar por todo o corpo. Pouco a pouco, os passos de um pequeno corpo são sentidos a caminhar até que ambos estejam de frente um para o outro. "Nuerth Nakarin" "Se lembra de mim?" Como eu poderia não me lembrar? O ódio que sentiu por quase metade de sua vida foi dirigido a ele, a Nuerth Nakarin. Quatro anos atrás, seu destino havia mudado, mas ainda assim, ninguém poderia chamá-los de irmãos. Perderam todo o contato um com o outro, até ele pensar que o homem mais velho poderia ter morrido. No entanto, ele conseguiu não responder a essa pergunta e perguntou: "Quando você volta?" "Sinto muito", disse Nuerth... "Desculpe estar de volta." "Esqueça isso, o que você está fazendo agora?" Nan só queria saber tudo sobre seu irmão e sua mãe, tanto que quase não havia espaço para pensar em outra coisa. Para onde foi o ódio que ele sentia quando criança? Tinha sido perdido ao longo do tempo à medida que envelhecia? "Você quer dizer trabalho?" "Um". "Não tenho um emprego fixo por enquanto, estudei arquitetura mas ainda não terminei. Por enquanto pode me chamar de desempregado. De vez em quando tiro algumas fotos com minha câmera e vendo algumas fotos" Nakarin é um homem que não tem profissão. Ele foi para a universidade por muitos anos, mas não obteve seu diploma porque teve que interromper seus estudos para ser tratado em vários hospitais por causa de sua doença. Até que fosse curado. Sua mãe havia morrido há três meses, o que lhe deu um motivo para voltar para casa, ele descobriu que não queria passar o resto da vida em um país de brancos, de cabelos loiros e uma língua que não era a sua. Além disso, ele queria muito voltar para a Tailândia, onde poderia ter a resposta para sua vida, e continuou dizendo: "Esse é o hobby e a alternativa para um desempregado." "Nuerth..." "Você quer ver seu pai?" O homem alto ficou em silêncio por um momento. Antes de balançar a cabeça com um sorriso e dizer: "Não, é melhor assim. Você está bem, certo? Seu namorado deve cuidar bem de você. Eu gosto que ele seja o Dr. Tat." No final, não pôde evitar comparar as suas diferenças novamente, seja como for, ele continuava a ser uma pessoa pobre, que não estava tão bem como deveria e não podia lutar contra essa outra pessoa, nem sequer num futuro difuso pode ver o seu caminho. Os pensamentos de Nuerth foram interrompidos por interrompido por uma pergunta de Nan: "Onde está sua mãe?" "Minha mãe faleceu. Enquanto eu, fico na mesma casa que tivemos antes de nos mudarmos com seu pai. Está em mau estado e vazia, mas planejo consertá-la um pouco. Embora provavelmente não tenha tempo, porque terei que viajar bastante". "Onde você vai de novo?" "Vou continuar o meu caminho. Não tem sentido uma viagem, capturando sempre a mesma imagem enquanto se dorme, é melhor ver paisagens diferentes. Um dia entramos na floresta e subimos uma montanha, outro dia podemos ver as três cores do mar. Enquanto vários dias depois podemos ver as folhas caírem e em breve as veremos florescer novamente" Nuerth contou cada cena que viu, dando a entender que, sempre havia um sonho a perseguir. Vários anos atrás, Nan costumava olhar revistas de viagens e mostrar fotos para seu irmão. Seus lábios finos sempre nomeavam os diferentes lugares que ele queria ir ver... cada lugar... ele se agarrava a cada pedido, como a corda de um violino se tempera e nunca afrouxa, ele faria o que fosse necessário para alcançá-lo. "Nan", um par de pés parou de andar. O rosto de Nuerth Nakarin sofreu. Ele se odiava por ser fraco, ele se odiava quando se lembrava da promessa que fez anos atrás de não voltar, ele se odiava, porque quebrou aquela promessa à pessoa que mais amava do mundo. "O que?" Uma figura esguia olha para um rosto bonito, que, franzindo as sobrancelhas em dúvida, enquanto espera que algumas palavras sejam ditas, um pensamento lhe vem à mente... Quatro anos se passaram, mesmo que eles não tivessem se visto, mesmo que ele pensasse que o odiaria até o dia em que morresse. Tudo mudou quando ele viu essa outra pessoa, apenas fazendo contato visual com Nuerth Nakarin, seu mundo desapareceu como areia na praia. Mesmo que já houvesse um amor precioso em seu coração por outra pessoa, esse amor não poderia abalá-lo... não teve o mesmo efeito. Os pensamentos de Nan foram interrompidos por uma frase de seu ouvinte: "Você provavelmente não sabe que estou de volta, porque sinto sua falta." "Mas toda vez que sinto falta de estar ao seu lado, não importa como me sinta, lembre-me de que não é apropriado." "Lembre-me que é muito errado." Nuerth Nakarin voltou do hospital quase três horas atrás, sua vida continuando em um caminho imprevisível. O corpo alto fechou o portão da cerca com uma corrente grossa e fechaduras enferrujadas. A trepadeira começou a se entrelaçar na cerca até que a casa foi cercada, porém, ele optou por deixá-la assim, olhou para o céu nublado, viu um sinal de tempestade. Eu pensei que Mueng Nan devia estar cansado naquele dia de estudar e de muitas coisas que aconteceram com ele. Quanto a ele... ele ainda tinha que continuar seu caminho de um futuro invisível. Ele estaria naquele lugar, apenas uma semana, então a pessoa alta, munida de uma grande bolsa nos ombros, embarcaria novamente em uma longa jornada para ver muitos outros lugares, onde em cada imagem que ele conheceria e lembraria, Nan também ficaria em sua memória. . A sua vida continua a ser guiada pelo seu grande amor, esperança e expectativa, tal como foi nos quatro anos que se passaram enquanto viveu nos Estados Unidos. Nan ainda é tudo para Nuerth Nakarin. Quando ele saiu para verificar sua correspondência na caixa de correio cinza-clara e caminhou lentamente pelo pequeno caminho tranquilo, uma mão grossa puxou fotos anexadas a uma carta. Era uma foto das luzes do norte, que ele tirou enquanto viajava para a menor cidade do Canadá, chamada Yukon, as palavras na carta são de alguém que diz que quer voltar novamente. Imediatamente, ele se lembrou de que naquela época era jovem e sentiu que a outra metade do mundo estava tão distante quanto um sonho. Mas quando cresceu, percebeu que nem tudo era tão difícil quanto pensava. Sentia falta de Nan e só queria voltar... Nuerth Nakarin foi esmagado ao despertar as memórias dispersas do passado, finalmente, era apenas o passado e este... este era o presente que ele tinha que seguir em frente. Ele pensou nisso enquanto terminava de ler sua própria carta manuscrita, que na época foi devolvida com o endereço desta casa. Um sorriso gentil foi revelado nele junto com gotas de lágrimas que foram absorvidas junto com a tinta no papel. Ele continua sonhando que eles percorrem o mesmo curso, que eles terão o mesmo caminho, que o fez sentir que perdeu a cabeça por amor e saudade não cumpriu seu desejo de estar junto, pelo contrário, gradualmente o fez sofrer sem parar despedidas, em cada uma das ilusões que se fizeram. ****************************** NT: Já prepararam seus estoques de lenços? Esta tradutora está dando spoilers...rsrs, vai ter lágrimas, mas terá muito amor... . Continuem... ..
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