(...) Sim, eu ainda sentia medo. E o meu medo era indescritível. Tudo estava estranho. Tudo estava uma completa confusão. Eu não conseguia entender mais nada. E nada mais fazia sentido. Eu me via como se eu estivesse no meu último estágio de vida. Como se tudo que eu estivesse vivendo, não fosse real. Era como se eu estivesse presa dentro de um buraco profundo e escuro, sem que ninguém pudesse me tirar dali. Os meus passos eram rasteiros e o meu olhar era baixo, enquanto eu percorria a ponte do Brooklyn. O desejo de me atirar naquele rio contaminava todo o meu ser. Eu estava perdendo as forças. Qualquer pensamento que eu tinha agora... Fazia-me fraquejar. Aonde eu iria parar? Levantei a cabeça e me deparei com uma figura prestes a pular da ponte. Alguém estava pronto para realizar o at

