Sophia. Acordei com o gosto metálico do sangue na boca e a cabeça latejando como se estivesse prestes a rachar ao meio. O chão gelado sob minhas costas me fez entender antes mesmo de abrir os olhos: eu não estava em casa. Não estava segura. O estalo veio antes da dor. Minha cabeça virou para o lado quando a mão dele me acertou o rosto. — Acorda, prima. Reconheci a voz na mesma hora. Lionel. Abri os olhos devagar, o corpo inteiro tremendo, preso a uma cadeira velha, cordas apertadas demais nos pulsos. Ele estava à minha frente, sorrindo como se aquilo fosse um jogo. Como se eu fosse um brinquedo. — Você sempre foi fraca — ele disse, inclinando-se até ficar na minha altura. — Sempre precisou de um homem pra te salvar. Outro tapa. Mais forte. — Para… — minha voz saiu quebrada, mas el

