Imperador Narrando Aquele lugar fedia a desespero e solidão. Durante seis anos, eu só via paredes mofadas e o olhar frio dos soldados que me escoltavam de um lado pro outro, como se eu fosse um troféu de guerra. Meu corpo tava fraco, mas a mente ainda era a de um homem que conhecia cada esquina do jogo. Mesmo preso, eu não deixava de ser o Imperador. Nessa noite, os passos ecoando nos corredores já não me assustavam mais. Eu sabia o som de cada bota, o ritmo da marcha, o tom das vozes. Mas, dessa vez, o som era diferente. Um silêncio estranho caiu, e foi quando ouvi algo que não ouvia há anos: vozes familiares. Dois vultos surgiram na porta, armados, com postura firme. Meus olhos demoraram a focar, mas quando vi quem era, quase não acreditei. Era ele. O Hades. Meu neto, o garoto que cr

