Gula Narrando Quem é cria da favela sabe que a vida é um corre constante. Desde pivete, eu aprendi que, ou você encara o jogo de frente, ou é engolido por ele. Sou Gael, mais conhecido como Gula. Me chamam assim desde moleque, e não tem mistério: sempre fui de chamar atenção, seja no baile ou no movimento. Hoje, aos 30 anos, tô no auge. Brancão, 1,85m, tatuagem fechada, e um sorriso que, dizem por aí, é minha marca registrada. Mas, mais do que isso, sou homem de palavra e lealdade. E, acima de tudo, casado com a Fabiana, a mulher que escolhi pra ser minha desde os tempos de moleque. No momento, minha mente tava a milhão por causa da guria do contêiner. Aquela menina não tinha nada a ver com o nosso mundo, mas o estado em que encontramos ela me deixou m*l. Tava na cara que ela tava com m

