Hades Narrando Segurei a mão dela firme, mas não com força. Era como se estivesse segurando algo que poderia quebrar a qualquer momento. A mina vinha quieta, mas o jeito que ela me olhava de canto de olho me deixava desconcertado. Era como se ela estivesse tentando entender, decifrar alguma coisa em mim, e eu sabia exatamente o que. Abrindo a porta do carro, esperei ela entrar e dei a volta, me acomodando no banco do motorista. Antes de ligar o carro, olhei direto nos olhos dela. Um silêncio que parecia durar uma eternidade tomou conta. Eu tinha que falar. Não dava mais para evitar. — Sei que eu não consigo nem olhar nos teus olhos direito, mas não importa onde ou como... — dei uma pausa, respirando fundo, tentando controlar minha voz — eu tô sempre por perto. Nunca mais vou te deixar

