Scarlett
Estou em frente ao castelo da casa da minha mãe, eu brincava bastante aqui com as minhas amigas quando era criança, pois meu pai nunca conseguiu confiar em ninguém para cuidar de mim ou ser minha amiga.
Entro no castelo dela e a procuro pelos corredores, acabo perguntando a uma empregada por não achar ela, me foi dito que Mia está na enfermaria, será que aconteceu algo com ela? Estou ficando preocupada.
Corro em direção a área médica muito preocupada com ela, entro e vejo minha mãe em uma cama recebendo soro, parece estar descansando.
—mamãe, você está bem?— pergunta ficando ao lado dela que começa a acordar aos poucos.
Mia —eu tô bem, não precisa ficar preocupada, só tive um desmaio e uma tontura, mas a médica já confirmou que é normal.— diz com um sorriso enquanto toca em meu rosto.
—contou ao meu pai? Ele vai ficar preocupado....
Mia —eu não quero Dagon aqui, eu preciso de um tempo sem ele nesse momento.— ela parece meio deprimida.
—esta grávida?— pergunto pois sempre que alguém desmaia para mim é por estar esperando um bebê.
Mia —por que você sempre pergunta isso para mim, pensei que seu sonho de ser irmã mais velha tinha passado.— eu queria ter uma irmãzinha para fazer tranças e fazer de boneca.
—eu sei que perguntar isso te incomoda, mas você costuma fazer o ato reprodutivo com meu pai sempre que se vêem, seria normal estar grávida, não faz muito tempo que saiu da casa do meu pai.— digo e ela só olha minha cara.
Mia —parece comigo quando era virgem, também evitava falar a palavra sexo.— diz normalmente se sentando.
—eu to aqui porque....
Mia —eu sei que está aqui porque seu pai a obrigou, ele é um completo i****a autoritário na maioria das vezes.— que bom que ela consegue entender a situação.
—ele quer você de volta, parece te amar demais.— falo não muito convencida a fazer ela voltar, pois não sei se será bom.
Mia —eu sei disso, também amo muito ele. Nós passamos por muita coisa juntos, mas me sinto muito sobrecarregada com a convicção irredutível dele.— seu sorriso me deixa tão calma e confortável.
—eu não sei o que fazer com o Lui me seguindo para todo lugar.— falo pois é só com ela que posso conversar sobre isso.
Mia —por que não seduz ele? Se aproxime e faça ele fazer tudo que quiser, desde pequeno aquele garoto teve uma quentinha por você, é linda, pode fazer todos comerem na sua mão.— talvez ela tenha razão sobre isso.
—o que você tem para estar na parte hospitalar?— pergunto preocupada.
Mia —anemia, mas logo estarei bem.— se ela diz.
—eu sei que tocar nesse assunto te machuca, mas nunca pensou em tentar ter outro filho com meu pai? Ter sua filha tirada de você logo ao nascer deve ter sido bem traumático, mas...— vejo que ela só coloca um dedo em minha boca para me fazer parar de falar.
Mia —foi traumático, difícil de aceitar, mas eu acabei engravidando de novo acidentalmente, infelizmente meu útero é bem agressivo e instável, tive 5 abortos espontâneos durante meu relacionamento com seu pai, tentei ter, mas perdi todos. Eu ficava triste sempre que você pedia uma irmã, você tem uma, mas ela não está conosco.— a sorte não parece estar com ela, mas sei que o sonho nunca foi ser mãe.
(...)
Decidi ficar uns dias com ela, mas é claro que meu guarda costa não sai do meu lado.
Lui está no outro lado da piscina, enquanto estou pegando sol com a minha mãe.
Mia —quer beber champanhe? Está muito quente.— eu nunca recuso bebida, ainda mais se minha mãe que está oferecendo.
—sim, mas e o Lui olhando?— pergunto preocupada com isso.
Mia —ele não seria louco de dizer ao Dagon sobre isso sabendo que vai piorar a situação.— isso é verdade, Lui não é desses que gosta de colocar lenha na fogueira.
—é uma pergunta meio pessoal, mas queria saber com quantos homens ficou antes de decidir ficar com meu pai.— pergunto curiosa.
Mia —se eu contar com seu pai só transei com três homens em toda minha vida até agora.— três para mim é um número bem baixo.
—como teve certeza que meu pai era o certo?— vejo que ela dá um sorriso meio estranho para mim.
Mia —eu não sei, essa é a verdade. Eu não escolhi pelo sexo, escolhi pelo que eu sinto.— vejo uma empregada servir dois copos de champanhe para gente.
(...)
Mia —aproveita que eu vou sair e vai brincar um pouco com o Lui, eu no seu lugar não aguentaria ser controlada, tira esse vel que cobre seu biquíni e mostra o quanto é linda, ele não vai resistir.— diz se levantando e indo em direção ao castelo.
Eu não sei se tenho coragem de chegar em um homem, sei que minha mãe biológica conseguia tudo que queria só com o jeito dela, mas não acho que consigo fazer isso.
Tiro o tecido vermelho transparente que envolve meu corpo, meu biquíni é extremamente pequeno o que deixa todo meu corpo a mostra.
Olho para o lado tentando não parecer muito vulgar, estou com um olhar tranquilo e inocente, pulo na piscina e começo a nadar de costas, realmente está muito quente então se refrescar é bom, consigo ver pelo canto do olho que Lui está tentando evitar me olhar, mas não consegue.
—já que precisa ficar me olhando até mesmo nesse calor de 40 graus, entra na piscina também.— pergunto com um sorriso doce, sei que ele vai negar, mas não sou de desistir.
Lui —eu prefiro ficar seco.— diz evitando olhar para meus s***s.
—para de ser chato, vem.— falo fazendo cara de brava.
Lui —não posso, eu....
Nado até os degraus da escada e saio, vou na direção dele e subo em seu colo já que está sentado em uma cadeira.
Lui —Scar, por favor, saia de cima de mim.— diz evitando olhar nos meus olhos.
—tem algo de errado comigo?— pergunto com meu melhor olhar sedutor.
Lui —não, você é perfeita, mas....— tem algo cutucando minha b***a, será que está ficando ereto, ele é mais novo que eu então é normal não conseguir se controlar direito.
—só para de ser tão certinho, meu pai não está aqui, pare de se controlar tanto.— falo abrindo a blusa dele deixando seu tanquinho a mostra, é tão gostoso na medida certa.
Lui —não devíamos estar fazendo isso, é sér...— faço ele parar de falar quando beijo seus lábios, queria beijar de língua, mas não sei direito como fazer.
Só noto que ele desistiu de resistir quando coloca a mão na minha cintura e pega a iniciativa na hora de me beijar.
Lui —precisamos parar, você estar me enlouquecendo.— ouvir isso sair da sua boca só me faz me sentir melhor.
Fico sem reação quando vejo alguém bater no rosto do Lui fazendo nós dois cairmos da cadeira.
Quando olho para o lado vejo que é Asura, eu tô ficando extremamente p**a com a intrusão dele na minha vida, da primeira vez eu até entendo, estava tentando me proteger do pilares, mas agora não tem motivos.
Lui —seu desgraçado!—ele está bravo e com razão.
Eu não quero briga, isso só vai piorar a minha situação se meu pai descobrir.
Asura —não deveria tocar no que não é seu.— só taco ele contra uma árvore ao ouvir suas palavras, ele acabou de dizer que pertenço a ele?!
Mia —CHEGA DISSO! Qual seu problema Asura, é meu irmão mais novo, mas não lhe dei o direito de invadir meu castelo para infernizar a vida da minha enteada! Se não sair daqui agora irei lhe congelar.— ela está brava.
Asura parece estar completamente puto, mas desaparece da nossa frente. Só vou até Lui e toco no seu rosto que está um pouco vermelho.
—me desculpa mesmo por isso — falo completamente culpada.
Lui —tudo bem, seu destinado é pior do que eu pensei que fosse.— só acabo rindo e minha mãe fica olhando a nossa cara.
Mia —ele normalmente não é assim.— diz sentando em uma cadeira.
Estou cada vez mais p**a com ele, não me importa se é meu mestre, não tem o direito de se meter na minha vida.