Jason é grande, assim como Daniel. Mas não é assim, másculo, intensamente viril e incrivelmente charmoso. Daniel tem uma postura corporal imponente, até mesmo na função simples de serviçal. Ele exala uma força animal, selvagem, algo que desperta em mim uma vontade incontrolável de tocá-lo, de sentir seus cabelos densos entre meus dedos, de beijar sua boca carnuda. Ele tira a bandeja dos ombros com um movimento ágil e a abaixa até mim. Seus olhos permanecem fixos nos meus, mas a distância entre nós parece carregar uma tensão crescente. — Oi. Aceita uma bebida? — Ele pergunta, sua voz seca e direta, quase desprovida de qualquer emoção. Sinto um arrepio, e o ar parece pesando, tornando a conversa mais difícil do que já é. Respiro fundo, tentando manter a calma, ao perceber o jeito hostil

