"A visita das Ashford deixou um rastro de sujeira na minha alma, e eu só conhecia uma forma de me lavar: possuindo Luccas até que o mundo lá fora deixasse de existir. No quarto, o Chef deu lugar ao Dominador. Eu o prendi, o reivindiquei e o marquei. Ele descobriu que a minha brutalidade é o seu único porto seguro."
— Enzo Romano
A bílis ainda queimava na minha garganta quando estacionei o carro na garagem do prédio onde Luccas morava.
Eu estava em frangalhos, a fúria vibrando em cada terminação nervosa do meu corpo após o confronto com as cobras.
A visita de Margaret e Bella tinha sido um lembrete c***l de que o mundo lá fora era um matadouro implacável.
Luccas era o cordeiro que elas queriam sacrificar no altar da própria ganância, e eu não permitiria que encostassem nele.
Eu precisava vê-lo. Precisava tocar cada centímetro da pele que aquelas mulheres ousaram chamar de "imoral".
Subi o elevador sentindo o sangue latejar nas têmporas, a necessidade de posse crescendo a cada andar.
Ao vê-lo abrir a porta, vestindo apenas uma camiseta larga, senti minha autoridade de "homem de ferro" desmoronar.
Eu era o dominador, aquele que ditava as regras, mas estava irremediavelmente submisso à química que esse garoto despertava.
— Enzo? — Ele disse, surpreso. — Você não avisou que viria. Aconteceu alguma coisa? O Chris está...
— O Chris está bem — interrompi, minha voz saindo grossa, carregada de uma urgência que ele captou no ato.
— Eu só precisava sair de lá. Precisava de você — completei, caminhando em sua direção com passos predatórios.
Luccas percebeu a tensão na minha postura. Ele tinha a capacidade irritante e fascinante de ler as sombras no meu rosto.
Ele deixou os relatórios de lado e me encarou, os olhos castanhos transbordando uma preocupação que eu não merecia.
— Você está estranho, Enzo. Parece que viu um fantasma ou algo pior — ele comentou, a voz suave.
— Eu vi algo muito pior que um fantasma, Luccas — sibilei, parando a centímetros dele, sentindo seu calor.
— Mas eu não quero falar sobre o lixo do mundo lá fora agora. Eu quero focar apenas no que temos aqui.
Segurei-o pelos ombros, meus dedos apertando o tecido da camiseta. Eu queria fundi-lo ao meu próprio corpo.
Éramos dois homens descobrindo uma relação nova, perigosa e proibida, e a inexperiência dele era o meu maior combustível.
Luccas tinha um atrevimento que me desafiava a cada segundo, uma chama que pedia para ser domada por minhas mãos.
Ele me olhou fixamente, sem recuar um milímetro. — Então me diga do que precisa agora, Enzo.
— Se o mundo está uma merda, faça com que eu também esqueça que ele existe — ele sussurrou, incendiando minha mente.
Aquilo foi o estopim para a minha fúria possessiva. Empurrei-o levemente em direção ao sofá, mas meu toque era firme.
Eu precisava estar no controle. Se eu não estivesse no comando, me perderia no oceano de sentimentos que ainda temia nomear.
A dominação era a minha única âncora para conter meus instinstos mais sombrios e ousados naquela noite de caos.
— Você sabe que eu não jogo suave, Luccas — avisei, minha boca roçando a orelha dele, sentindo seu arrepio imediato.
— Se quer esquecer a dor, terá que se entregar totalmente a mim. Sem perguntas. Sem hesitação. Você pode fazer isso?
Ele arfou, o peito subindo e descendo com rapidez enquanto a luxúria substituía o medo em seu semblante. — Sim.
— Ajoelha — ordenei, a voz saindo como um decreto real que não admitia contestações.
— O que você vai fazer?... — ele começou a perguntar, mas eu o cortei com um olhar gélido.
— Só obedece, Luccas. Agora — repeti, sentindo o poder daquela palavra vibrar entre nós dois.
Vi o tremor de antecipação nos lábios dele. Ele deslizou até o tapete, os olhos brilhando com nervosismo e desejo faminto.
Tirei o meu cinto de couro devagar, o estalo do metal soando como um tiro no silêncio ensurdecedor da sala de estar.
— Ponha as mãos atrás das costas — instruí, usando o couro para envolver seus pulsos com uma firmeza controlada.
Luccas arfou ao sentir a restrição, mas não lutou. Ele entregou sua liberdade nas minhas mãos de forma absoluta.
— Isso não é para te machucar, garoto. Eu só preciso que você confie em mim. Entendeu? — questionei, segurando seu queixo.
— Sim, Enzo... — ele sussurrou, a voz quebrada pela submissão que acendia um fogo novo em seu rosto pálido.
Agachei-me à sua frente, forçando-o a olhar nos meus olhos enquanto eu despejava minha possessividade sobre ele.
— Aquelas mulheres não definem quem você é. Aqui, o único julgamento que realmente importa é o meu.
— Eu vou explorar cada pedacinho do seu corpo até que você esqueça o próprio nome e a dor da sua família — prometi.
Aproximei minha boca de seu ouvido, sentindo o calor febril que emanava da sua pele jovem e rendida ao meu domínio.
— Vou abrir você, Luccas. Vou ver o quanto você fica descontrolado enquanto eu te fodo fundo e sem piedade.
— Você vai ser a minha v***a particular hoje, e vai agradecer por cada vez que eu te fizer perder o fôlego — sibilei.
Comecei a despi-lo ali mesmo, no chão da sala, com uma impaciência bruta que não admitia delicadezas de iniciante.
Puxei sua camiseta com força, ouvindo o som do tecido esticando até libertar o seu peito pálido e ofegante.
Meus olhos devoraram a visão dele amarrado e entregue. Meus dedos traçaram o caminho do seu abdômen até o cós da calça.
— Olha para mim — ordenei. — Quero que veja quem está te deixando nesse estado. Quero que sinta o peso de ser meu.
Puxei a calça dele, expondo sua nudez total. Ele estava duro, a ponta de seu p*u brilhando, vazando em antecipação.
— Olha só para você... m*l comecei e já está implorando por mim. Você gosta de ser dominado por um homem de verdade, não gosta?
— Gosta de sentir que não tem escolha a não ser gozar para mim, sob o meu comando — provoquei com um sorriso predatório.
Passei a língua por toda a extensão dele, ouvindo um soluço de prazer gutural escapar de sua garganta.
Luccas tentou fechar as pernas por puro instinto, mas eu as mantive abertas com meus ombros, expondo sua vulnerabilidade.
— Não se feche. Eu quero ver tudo. Quero ver como você estremece quando eu te trato como o pedaço de pecado que você é.
Levantei-me, puxando-o pelos pulsos amarrados e obrigando-o a caminhar, tropeçando em sua própria luxúria, até o quarto.
Ao chegarmos à cama, eu o joguei de costas. O colchão rangeu sob o impacto de um corpo que não pertencia mais a si mesmo.
Finalmente, eu me despi. Tirei a dólmã e a calça sem tirar os olhos dele, deixando que ele visse o monstro que despertara.
Prendi suas mãos acima da cabeça com uma única palma, sentindo a eletricidade pura que carregava o ar entre nós.
— Você quer o controle? Ainda não. Hoje, você só precisa sentir o quanto eu vou te f***r fundo, Luccas.
— Vou preencher cada espaço vazio que aquelas cobras deixaram em você com o meu sêmen e a minha marca definitiva.
Preparei-o com uma paciência c***l, usando meus dedos para dilatá-lo enquanto falava coisas que o faziam corar e arfar.
— Você está tão apertado... tão quente. Parece que foi feito sob medida para ser meu. Diga que quer ser usado por mim!
— Eu... eu quero... Enzo, por favor, me usa agora! — ele implorou, os quadris subindo em busca do meu preenchimento.
Quando finalmente o penetrei, fiz com uma lentidão calculada, sentindo cada anel de seu músculo me apertar com fome.
Luccas soltou um gemido que foi metade prece e metade lamento de puro prazer proibido.
— Isso... p***a, Enzo... dói de tão bom — ele ofegava, as unhas cravando-se nos meus antebraços com força.
— É assim que deve ser — respondi, começando a estocá-lo com força, o som da carne batendo ecoando como um trovão.
— Quero que amanhã você sinta dificuldade de sentar e lembre que foi o meu p*u que te deixou nesse estado. Você é meu, entendeu?
— Seu... eu sou seu... — ele delirava, os olhos revirando enquanto eu aumentava a velocidade das estocadas brutais.
A linguagem ficava cada vez mais suja conforme o clímax se aproximava, transformando o quarto em um santuário de pecado.
— Olha como você recebe bem... parece uma p**a treinada só para o meu prazer. Goza para mim, Luccas! Agora!
O orgasmo dele veio como uma explosão, um grito agudo de satisfação total que transfigurou seu rosto em êxtase puro.
Ver seu corpo entrar em espasmos sob o meu comando foi o meu limite. Gozei segundos depois, sentindo que exorcizava seus demônios.
Ficamos ali, abraçados. O dominador se dissolveu lentamente no protetor conforme eu o puxava para o meu peito.
— Você está bem? — perguntei, minha voz voltando ao tom suave, beijando o topo de sua cabeça suada.
Ele se aninhou mais perto, com um sorriso sonolento e a pele ainda queimando. — Nunca estive melhor. Você é um bruto... mas é o meu bruto.
Eu sorri, sentindo o peso da responsabilidade. A guerra estava começando, mas ali, Luccas estava seguro no meu domínio.