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940 Words
Grace narrando Não é possível deve ter acontecido alguma coisa com ele no caminho. Já passa da 1 da manhã e nada do Bil. Já liguei várias vezes no celular só caixa postal e o imprestável do Claudio que trabalha com ele diz não saber de nada. Tô muito angustiada eu sinto que algo aconteceu com ele, ele pode estar em perigo. Pode ter sido assaltado pelo caminho, ou ter sofrido algum acidente meu Deus eu preciso de ajuda. Não queria bater na porta da Meire a essa hora mas o irmão dele precisa saber que ele pode estar em perigo. Corro até a casa de trás que é a casa de Meire e Roy e não na porta, não demora muito Roy me atende só de cueca samba canção. -eu: desculpa cunhado incomodar essa hora maséque tô muito preocupada, O bil não chegou até agora. Ligo no celular dele e só da caixa postal. Pode ter acontecido alguma coisa com ele. -roy: entra aí po , senta aí vou chamar sua irmã e pegar meu celular. Ele subiu as escadas e não demora muito Meire aparece com a cara amassada de sono. -eu: desculpa irmã eu sei que vc vai trabalhar cedo amanhã mas eu tô muito preocupada. -meire: o que houve? -eu: Bil não chegou até agora e o celular só da desligado. Falei apoiando a cabeça com as mãos eu já estava desesperada, se algo de r**m acontecer com ele o que vai ser de mim? Sem emprego com uma criança de 4 anos e grávida? Meire pareceu não se abalar muito e isso me chateou. -meire: quer um chá? Vou fazer pra mim. -eu: não obrigada. Não consigo pensar em comer nem beber nada enquanto meu marido, tá por aí sabe se Deus em que condições. -meire: Então tá. Ela falou com ironia e foi pra cozinha, Roy voltou já vestido e falando ao telefone. Meu coração disparou quando ouvi ele agradecendo e desligando. -eu: quem era? Conseguiu notícias do Bil? -roy: era um dos caras que trabalha com ele, fica tranquila tá tudo bem. -eu: Como tudo bem? São quase duas da manhã ele não voltou pra casa, não atende o telefone não dá sinal de vida, como você pode me dizer que tá tudo bem? Eu já estava histérica nessa hora -roy: eeeee sossega a xereca aí, ele teve problema com a entrega de um material que veio de SP, e o celular descarregou. O carro não quis ligar sei lá por que ... enfim eu tô indo buscar ele. -eu: eu vou com vc . -roy: Não vai em p***a de lugar nenhum. -eu: Roy eu vou e nem adianta vc falar que não, irmã você passa o olho na Nanda pra mim? Já fui saindo em direção minha casa, quando senti o solavanco no meu braço. -roy: Tu vai esperar teu marido na sua casa, com a sua filha. Esqueceu que tá grávida? E outra eu vou de moto, como que eu trago você e ele na garupa hein? Respirei fundo ele tinha razão eu precisava me acalmar, estava muito frio essa madrugada. Não podia tirar a Nanda da cama as 2 da manhã e muito menos pegar essa friagem toda,até sabe se lá aonde pra buscar o Bil. -eu: tá tá bem mas por favor não demora. -roy: relaxa 2 tempos tô aqui. Meire já to voltando tá? Meire nem respondeu deu de ombros e continuou a tomar seu chá como se nada tivesse acontecido. Roy balançou a cabeça negando e saiu resmungando. -eu: irmã você precisa tratar melhor seu homem, assim você vai acabar levando gaia e não vai poder reclamar. -meire: devia trata-lo como você trata o Bil? Ela sempre coloca o meu Bil na conversa, não sei que ranço é esse que ela tem dele. Tudo bem ele já errou muito comigo, já brigamos diversas vezes de porrada mesmo e foi preciso a Meire entrar pra separar. O Bil quando fica nervoso perde o controle, mas agora é diferente e demais a mais, eu sou a única que devia se chatear. E se eu que fui a mais ofendida perdoei e segui em frente porque ela não pode? -eu: Bil não tem nada haver com isso. -meire: é mesmo? E o que te trouxe a minha porta as 2 da manhã? Senti a ironia em sua voz. -eu: olha aqui vc tá chateada comigo pelo que houve ontem, ok eu errei me desculpa. Não devia ter contado pro Roy o que você falou mas já passou né. Ela me olhava atentamente procurando qualquer sinal de mentira nas minhas palavras. -eu: agora eu tô aqui precisando da sua ajuda, poxa eu sou sua irmã caçula preciso de você. Tô grávida e com medo,pode ter acontecido algo sério com o meu marido, e o que vai ser de mim. Sem marido, sem emprego e com duas crianças pequenas ? As lágrimas ameaçavam a cair mas eu estava tentando ser forte, diante da minha sinceridade Meire se sentou ao meu lado e me puxou para um abraço. Eu precisava daquele abraço, daquele colo naquele momento. Meire era a minha referência de mãe ja que a minha biológica estava brincando de barbie com algum novinho por aí . Seu apoio era tudo que eu tinha fora da minha casa e sua opinião sempre foi importante pra mim. Ficamos ali naquele abraço durante muito tempo até eu ouvir Nanda me chamando aos prantos. Agradeci e me despedi de Meire e fui aguardar meu marido com minha filha na nossa casa, rezando pra que ele esteja realmente bem e a salvo da maldade humana.
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