— O que está acontecendo, Carlos? Pergunto confusa. — Zafira... O seu tom é duro, quase cortante. — Sei que você tem o maior coração do mundo, mas não posso permitir que ajude o doutor González. Esse homem merece pagar pelo que fez. — O quê? Olho para ele, atônita. — Escute bem: ter dito que o ajudaria não significa que passarei por cima da justiça. Ela se encarregará de condená-lo. A única coisa que pretendo é dar-lhe uma melhor qualidade de vida, porque salvou a do Emmanuel. — Zafira, ele sequestrou o seu filho. Iam tirá-lo do país! Você é mesmo tão ingênua? — Não sou. Respondo com serenidade. — Sei perfeitamente que eles teriam feito isso, se não fosse porque Vivian perdeu completamente a razão. Mas se o doutor González não tivesse se arrependido a tempo, Emmanuel não estaria aqui,

