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1297 Words
Capítulo 144 Isabela narrando Eu entro dentro do meu quarto e começo arrumar as minhas malas, eu começo a chorar muito. Eu me olho no espelho e pela primeira vez eu me dou conta de todas as coisas. Eu não queria desconfiar de Pedro e algo me diz que eu não deveria desconfiar, mas eu estava me sentindo arrasada por dentro, por tudo. A minha vida toda Mari me fez acreditar que a gente foi embora por conta própria, eu criei raiva dela por ter sido criada longe do meu pai, eu a machuquei tanto com palavras, ela me colocou dentro de uma bolha e me protegeu e eu não a culpo por isso, porque ela tinha medo que algo parecido acontecesse comigo, então eu resolvi fugir, vim para o morro, me apaixonei, achei que estava vivendo um sonho e no final eu vivi literalmente um pesadelo, descobrindo que o api que eu sempre quis encontrar, era na verdade um monstro, meu padrasto um monstro e que as nossas vidas sempre foram roubadas pelas outras pessoas, a minha vida. Sempre me viram como patricinha, a protegida, a inocente, ninguém quase me levava a sério, todos sempre debochando do meu jeito de ser, de vestir, de falar, que eu era certinha de mais, me fazendo passar ppor papel de boba. Eu limpo as minahs lagrimas e olho para as minhas roupas na mala, eu começo rasgar elas, Mari entra no quarto. — Isa – Mari fala — Chega – eu falo para ela — O que você está fazendo com suas roupas. — Estou cansada de todo mundo decidir as coisas por mim – eu falo para ela. — Isa – ela fala me encarando — Eu amo você de mais, você étudo na minha vida. Mas, poxa Mari, precisava me criar dessa forma, ser tão inocente a ponto de ser burra. — Não fala isso – ela fala — Mas é verdade – eu falo para ela – até eu chegar aqui eu não conhecia o mundo de verdade, eu conhecia o mundo que você criou para que eu vivesse. — Eu sinto muito, eu sempre achei que estava fazendo o certo. — Eu não a julgo, eu amo você de mais – eu falo para ela – mas eu preciso ficar sozinha. — Isa. — Por favor Mari – eu falo para ela – eu estou m*l por algo que aconteceu com você, pelas coisas que meu pai fez com você e confusa pelo fato que depois de anos você voltou para o morro e foi a culpada pela separação dele com a esposa, que você ficou com ele. Não é verdade? — É – ela fala. — Eu me sinto uma completa i****a, confusa – eu falo para ela. – Me perdoa por essas palavras, não quero te machucar, eu só estou confusa. — Eu amo ele – ela fala me encarando — Você o que? – eu falo nervosa e ela me encara. Capítulo 145 Marielle narrando Eu olho para a Isa e ela me encara bem espantada, eu respiro fundo, porque pela primeira vez estava falando para alguém sobre os meus sentimentos. — Você disse que o ama? Depois de tudo que ele fez com você – ela fala. — Eu estou despedaçada com toda essa situação, eu jamais quis que você tivesse essa visão dele, por isso te protegi. Não queria que você fosse ver seu pai com esses olhos. — Como você não queria se foi isso que ele fez? – ela pergunta — Ele fez comigo, fez – eu falo para ela – foi h******l, foi. – ela me olha – eu jamais deveria perdoar ele, não deveria, não mesmo. — Você só pode estar louca – Isa fala – isso é aquela síndrome de Estocolmo que vejo todo mundo falar. — Não Isa – eu falo para ela – você precisa me escutar – ela n**a – senta. — Isso é um absurdo, tudo que você está falando. — Não é um absurdo – eu falo para ela. — É sim – ela diz nervosa. — Por favor, me escuta – eu falo pegando em sua mão e ela me encara. — Fala – ela fala me encarando. — Eu Sei que é difícil que você entenda tudo isso, para mim é difícil, para Augusto é difícil, mas eu preciso ser sincera com você sobre tudo – ela me olha – Ele me fez m*l, muito m*l, eu não consigo descrever o quanto, mas – ela me olha — Não pode existir mas – ela fala — Pode sim e existe – eu falo para ela – No momento que a nossa casa pegou fogo e ele nos obrigou a ir para ele, eu comecei a conhecer outra pessoa, ele começou a deixar de ser o Pesadelo para ser o Augusto. Ele sempre teve o jeito dele grosso ser, de falar, de agir, de não demonstrar sentimentos, mas com você era diferente. Ele te colocava para dormir, te dava banho, te dava o que comer, brincava com você, coisas que a gente jamais imaginou que ele faria na vida e eu fui percebendo que eele estava mudando. Ele foi casado, teve uma perda muito forte e isso não tira a culpa por tudo que ele fez, mas com você eu vi que ele era diferente e ele começou a mudar comigo. Quando tudo aconteceu, eu e ele a gente já estava apaixonados um pelo outro, eu já não o via como Pesadelo e somente como Augusto, em doeu mutio ele me mandar embora da forma que ele me mandou, porque eu acreditava que ele podia mudar por mim, porque ele já tinha mudado por você. Aos poucos eu fui entendendo que ele não queria a gente perto porque poderia estar inseguro com ele mesmo, eu nunca quis que você tivesse essa visão dele, porque ele nunca foi isso com você, ele nunca te fez m*l – ela me olha – pelo ao contrário, você mudou ele. Me doeu muito chegar aqui e ver ele casado, doeu muito, porque eu queria ter ficado aqui. Eu me envolvi com William porque ele me deu tudo que eu queria ter ganhado de Augusto, amor, carinho, atenção. Nunca , nunca nada vai omitir o que ele fez, ele errou f**o comigo, muito, mas eu vivi 14 anos com um homem Isa, achando que ele era perfeito, o marido perfeito, ele me trazia flores depois de t*****r com a minha melhor amiga, ele me jurava amor depois de beijar a minha melhor amiga, de estuprar a própria filha – eu começo a chorar – ele me roubou, ele tirou tudo de mim. Eu o amei durante 14 anos e ele era um monstro. — Mari – ela fala chorando — Me desculpa por tudo – eu falo para ela – mas eu não posso mais controlar o que eu sinto, eu estou vivendo uma briga enorme dentro de mim. Eu não quero te fazer m*l, eu não quero fazer m*l a mim, eu não quero fazer m*l a ninguém. Você diz que sua vida foi controlada, a minha também foi e pela minha vida ser controlada eu controlei a sua e esse foi o maior erro que eu cometi. — Se você o ama, seja feliz – ela fala me encarando – mas não queira que eu volte a chamar ele de pai – ela me encara. – E lembre se sempre, que eu sempre vou achar isso uma loucura, você precisa de terapia. Eu jamais me envolveria com alguém que me fez m*l. Ela fala e vsai para o banheiro, eu fecho os olhos e me levanto, e quando saio do quarto, encontro Pesadelo na porta , a gente se encara sem reação.
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