Capítulo 73 – Entre o Talvez e o Agora

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A espera não tinha forma. Não tinha data marcada nem relógio que pudesse medi-la. Era apenas um espaço suspenso — entre o que poderia ser e o que ainda era. Isadora percebeu que a ansiedade não vinha como pânico. Vinha como atenção exagerada aos detalhes: o tempo do dia, o próprio corpo, o silêncio entre um pensamento e outro. Henrique percebeu nela antes mesmo que ela dissesse qualquer coisa. — Você está muito quieta — comentou, numa manhã em que o café esfriou na xícara. — Estou tentando não imaginar — ela respondeu. — E isso dá mais trabalho do que parece. Ele sorriu de leve. — A gente pode imaginar juntos, se quiser. — E se for cedo demais? — Então a gente imagina com cuidado. A rotina em suspensão Os dias seguiram quase iguais — mas nada era exatamente igual. Isado

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